SURGIMENTO DA SEICHO NO IE
25/3/2008
Autora:Professora Teruko Taniguchi
Meu marido formou um grupo denominado: Grupo de Pessoas em Busca da Verdade.Freqüentemente, reuniam-se em nossa casa várias pessoas em busca da fé religiosa e discutiam o assunto num agradável ambiente de confraternização. Contudo, isso parecia insuficiente para satisfazer os anseios de meu marido. Ele me dizia:– Meu sonho é difundir para o mundo a Verdade em que acredito e com isso proporcionar felicidade ao maior número possível de pessoas. Se não conseguir realizar este ideal, minha vida não terá sentido. Considero vazia a vida que consiste em trabalhar para uma empresa unicamente para obter o próprio sustento.– Também penso assim – eu concordava – Farei o possível para reduzir as despesas de casa e vou economizar dinheiro. Tão logo tivermos ajuntado quantia suficiente, você vai publicar a revista.Não podíamos prever quando esse dia chegaria, mas passamos a levar uma vida simples. (...) Assim íamos vivendo, à espera do dia em que teríamos condições de publicar revista mensal de boa qualidade. Mas, infelizmente, a nossa casa foi roubada duas vezes. (...) Foi naquele momento difícil, que parecia tudo perdido, que surgiu na mente de meu marido, como um lampejo, a seguinte inspiração divina: “Levante-se! O momento é agora!” “Resoluto, meu marido começou a redigir freneticamente. Começamos a pensar na possibilidade de mudar de casa. Após meu marido sair para o trabalho e minha filha Emiko ir para o jardim-de-infância, eu andava pela cidade à procura de uma casa adequada para alugar. A cerca de dois quarteirões de onde morávamos, achei uma casa com a placa: “Aluga-se”. Empurrei o portão e entrei no jardim. Em frente ao quarto do piso térreo havia um pé de glicínia. Nessa casa havia bastante distância entre o portão e a casa, e nesse espaço eu poderia plantar flores. Essa idéia me deixou muito feliz. Quando levei meu marido para ver a casa, tanto ele quanto nossa filha gostaram da casa e concordaram em alugá-la. Nós costumávamos chamá-la de “casa das glicínias”. Foi ali que se originou a Seicho-No-Ie.O primeiro número da revista Seicho-No-Ie foi lançado após nossa mudança para a “casa das glicínias”. Foi no dia 1º de março. Meu marido e eu procuramos na lista de endereços os nomes das pessoas a quem poderíamos enviar a revista e começamos a providenciar a remessa. Sentíamos o coração palpitar de expectativa. Meu marido enviou a revista aos amigos e conhecidos. Eu examinei a lista das formandas do colégio feminino onde estudei, e enviei a revista para as ex-colegas que se interessariam em assuntos religiosos. Naturalmente, a revista era gratuita. Mas algumas das pessoas que receberam a revista remeteram-nos dinheiro. Continuamos enviando a revista tanto para os que remetiam dinheiro, como para os outros, pois não agíamos por interesse. Algumas pessoas pediram-nos para continuar remetendo a revista durante meio ano, outras pediram para suspender a remessa. Porém com o passar dos meses, aumentava cada vez mais o número de pessoas que nos escreviam expressando alegria e agradecimento. Com entusiasmo redobrado, dedicávamo-nos ao trabalho.Durante o dia, meu marido trabalhava na empresa para obter dinheiro para nosso sustento, e à noite, após o jantar, sentava-se diante da escrivaninha e começava a escrever. Então, subitamente brotava nele a infinita força vital e a caneta em sua mão começava a deslizar sobre o papel, com grande rapidez, ele se dedicava até tarde a um trabalho que visava ao bem da humanidade. Creio que a obra em prol da humanidade proporciona mais alegria à alma do que o trabalho para obter o sustento.Os raios do sol da primavera bailavam sobre o telhado de palhas espessas e projetavam-se sobre os cachos de glicínia do caramanchão. Dentro do velho carrinho de bebê, eu empilhava exemplares da revista Seicho-No-Ie e estava prestes a sair, vestindo um avental branco, para despachá-los pelo correio. Nossa pequena filha tentava empurrar também o carrinho.– Como a glicínia está linda!Ao ouvir a minha voz, meu marido abriu a porta do escritório:– Obrigado pelo trabalho, “mamãe”. Você também vai filhinha?– Papai, na volta, virei dentro do carrinho! É tão divertido! – soou a voz vibrante, cheia de vida, de nossa filha.– Tome conta da casa querido! – disse eu.Fazia apenas cinco meses que a revista tinha sido lançada; mas, a cada mês, aumentava a tiragem e, conseqüentemente, o peso da carga do carrinho, o que me alegrava muito. Finalmente a primavera chegara na vida da pequena família. Eu estava com 35 anos de idade.Depois de enfrentar muitas dificuldades, estávamos chegando finalmente à terra da esperança. Quando nossa filha nasceu, nós ainda não havíamos encontrado Deus verdadeiro. Como reflexo disso, a criança nascera frágil e causara-nos muita preocupação. Mas, finalmente, passou a reinar em nosso lar a eterna primavera.Havíamos empreendido uma longa caminhada, buscando Deus no mundo exterior, e O encontramos dentro de nós! Finalmente, compreendemos que Deus estava em toda parte, inclusive dentro de nós mesmos, pronto para nos acolher de braços abertos, sorrindo. Compreendemos que existia unicamente o bem. Que todos éramos filhos de Deus, perfeitos, que eu vivia em Deus e Deus vivia em mim. Quando compreendi que tudo que era captado pelos sentidos físicos não existia de verdade, desapareceu a tristeza. A partir do momento em que descobri Deus dentro de mim, nenhuma infelicidade conseguiu me atingir. Minha alma sentiu-se plena e meu corpo esqueceu a doença. O futuro se descortinava radioso para nós.Acordávamos ao alvorecer. Após a oração, meu marido começava a escrever. Depois, saía para cumprir o expediente na firma onde trabalhava. Eu executava todas as tarefas domésticas, e além disso, cuidava da revisão dos textos impressos, da escrita contábil, da correspondência, e da expedição das revistas. E ainda arranjava tempo para plantar verduras na horta e flores no jardim. Minhas mãos estavam ásperas, mas minha alma vibrava de satisfação.As flores embelezavam e perfumavam o jardim praticamente o ano todo, e os tomates e outros legumes amadureciam na horta.
(Editado do livro Reverenciando-o como Mestre, Respeitando-o como Marido)
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
VERDADEIRAMENTE CORRETO
DEBAIXO DE FORTE PRESSÃO
12/12/2007
Autor:Masaharu Taniguchi
Quando pressionado por muitos deveres, obrigações e tarefas, o ser humano consegue extrair a verdadeira força que traz dentro de si.Ao empinarmos papagaio (pipa), este sobe pelo sopro do vento. Contudo, se não fosse a ação da linha, que o impede de subir desgovernado, ele seria levado à mercê do vento e acabaria se rasgando. A pessoa que fica demasiadamente eufórica diante de uma ótima situação financeira é como o papagaio que está bem alto mas que de repente é arrastado para longe e fica estraçalhado. Às vezes, justamente por existir algum obstáculo para a ascensão (assim como no papagaio existe a linha que o puxa para baixo) o homem consegue ascender de forma verdadeiramente correta. Quando pressionado por muitos deveres, obrigações e tarefas, o ser humano consegue extrair a verdadeira força que traz dentro de si.Os grandes poetas Homero e Milton eram cegos. Dante Alighieri também, na velhice, tornou-se praticamente cego. Quando algo nos é tirado, alguma outra força, que estava adormecida, repentinamente desperta e vibra. Na situação de cegueira, a pessoa deixa de ver coisas e fatos banais do mundo exterior que dispersam a atenção e, devido a isso, uma espantosa força que estava oculta no seu interior desperta e entra em ação.Levar uma vida por demais confortável, sem dificuldades, é como tentar polir uma espada com um chumaço de algodão; do mesmo modo que a espada não adquire assim o verdadeiro corte, a pessoa que leva uma vida fácil demais também não conseguirá manifestar sua verdadeira capacidade.Por vezes, aqueles que se mostram nossos amigos não enxergam os nossos defeitos, ou, tentando nos favorecer ou agradar, ressaltam somente as nossas qualidades. Então, descuidamo-nos, deixamos de conhecer os nossos defeitos e, por conseguinte, não os sanamos.Às vezes, aqueles que se apresentam como nossos adversários é que são os verdadeiros amigos. Como eles apontam defeitos que não havíamos percebido, podemos corrigir as nossas falhas. Mesmo no jogo de xadrez, conseguimos progresso quando enfrentamos adversários fortes, e isso ocorre porque eles atacam os nossos pontos fracos, os que ainda não havíamos percebido, e temos de nos esforçar muito para enfrentá-los. O essencial é não ficarmos acomodados, deixando-nos iludir pelas bajulações.“A vida não é como argila. Ela é como o aço, que deve forjado” – assim dizia Emerson. Não se deve subestimar a vida. Por mais habilmente que uma pessoa consiga interpretar textos, seus conhecimentos serão inúteis se não passarem de meras teorias, pois ao ser lançada na correnteza da vida ela poderá acabar naufragando.O monge Takuan assimilou verdadeiramente o zen quando atingiu o estado espiritual em que o caminho da espada e o do zen se tornaram um só e ele conseguiu vencer o exímio espadachim Yagyu Tajima. A vida não deve ser temida, tampouco subestimada. Dizem que, quando um professor de técnica de comércio se envolve em atividade comercial, em geral ele acaba fracassando. No caso de professor de religião, se ele fracassa ao se dedicar a um empreendimento é porque sua fé ainda não é verdadeira. Certa pessoa disse: “Se um empresário abraçar uma religião, seus empreendimentos crescerão; mas, se um religioso se dedicar a um empreendimento, nem sempre conseguirá êxito”. Essa afirmação contém uma advertência sobre a qual os religiosos devem refletir.Quem despreza a força do inimigo será por ele derrotado. Subestimar a vida é o mesmo que menosprezar a capacidade do adversário. A vida não deve ser subestimada, mas não estou dizendo que devemos temê-la. O que eu quero dizer é que o homem precisa conhecer a si próprio, o adversário, a hora e o lugar. Aquele que não conhece a adequação pessoa, lugar e hora será fatalmente derrotado. Conhecer a pessoa, isto é, o ser humano, significa reconhecer a capacidade e o temperamento próprios e também os do outro. Conhecer o lugar significa discernir se o lugar é adequado ou não para concretizar determinada ação. Conhecer a hora significa saber se o momento é apropriado para agir ou não; uma diferença de dez minutos pode acarretar grande lucro ou grande perda numa transação comercial.Conhecer a adequação pessoa, lugar e hora – isso é ter sabedoria.O amor não é compaixão. Ter compaixão é ressaltar a dificuldade do outro e oferecer piedade com sentimento de apego. Se a pessoa passar a enfatizar os seus problemas e ficar com o pensamento fixo na dificuldade, não mais conseguirá sair da situação lastimável, devido à força do pensamento.A dificuldade jamais constitui infelicidade para a alma. Os maiores inimigos da alma são a preguiça e a covardia. Tendo vários caminhos para trilhar na vida, a maioria opta pelo caminho mais fácil, mas, na verdade, o caminho mais difícil é que conduz ao aprimoramento da alma. Um caminho plano e fácil, que não requer esforço ou sacrifício para trilhar, não contribui para forjar a alma da pessoa.Aceitar uma tarefa mais difícil do que a atual é o melhor meio para forjarmos a nossa alma. Da mesma forma que o nosso físico aumenta o vigor quando o treinamos com exercícios adequados, a nossa alma adquire maior força quanto mais enfrentamos questões difíceis. Somente através desse procedimento o ser humano pode manifestar a força infinita de Deus com a qual já nascemos neste mundo.A felicidade dos jovens não deve consistir em simplesmente desfrutar as bênçãos recebidas e levar uma vida cômoda em que nada de novo acontece. É preciso que os jovens, enfrentando e vencendo diversos problemas, desenvolvam a força infinita recebida de Deus que está latente neles. Logo, não devem fugir das dificuldades, mas também não precisam desejá-las, pois isso já seria cultuar o sofrimento. O que eles devem fazer é enfrentar as dificuldades corajosamente, considerando-as como pelejas esportivas. Assim, manifestar-se-á a força infinita do seu interior.Ao deparar com uma dificuldade, você não deve pensar que aconteceu uma tragédia e considerar-se vítima. Julgando-se protagonista de uma tragédia e deixando-se levar pela autocomiseração, você acabará criando uma situação ainda mais trágica. Se surgir uma dificuldade, imagine-se como membro de uma expedição que está se embrenhando corajosamente numa densa floresta à procura de novas terras. Quanto mais densa e emaranhada a floresta, maior será a emoção da aventura. E será especialmente grande a alegria ao sair da floresta para o campo. Dessa forma, você cultivará uma grande força, e deixará de sentir as dificuldades como tais.Aquele que só almeja uma vida cômoda, que pensa estar manifestando a Imagem Verdadeira apenas porque está vivendo confortavelmente e deixa adormecida em seu interior a “força capaz de dominar as dificuldades” será tragado pelas ondas do mundo fenomênico quando vier uma “tempestade”, pois não terá forças para enfrentá-la.Você não precisa desejar as dificuldades, mas também não deve fugir delas. Saiba que toda e qualquer tarefa ou responsabilidade atribuída a você é um meio que Deus lhe destinou para que a sua força interior se desenvolva. Portanto, o melhor meio para o aperfeiçoamento e engrandecimento pessoal consiste em enfrentar a tarefa e a responsabilidade sem temor, com força total, agradecendo a elas.O surgimento de problemas significa surgimento de oportunidades de progresso. Se não houvesse problemas no mundo, ninguém se esforçaria para melhorar; assim os assalariados de baixa renda continuariam indefinidamente nessa situação, lavadores de pratos jamais deixariam de ser lavadores de pratos. Se os homens do passado não tivessem mente sonhadora e espírito de aventura, a humanidade não teria alcançado o nível atual de progresso.Avante, jovem! Acalente um grande sonho e encete uma jornada corajosa em busca de uma grande aventura!
Da Revista Mundo Ideal ANO II Nº 20.Mundo Ideal - Dezembro / 2007
12/12/2007
Autor:Masaharu Taniguchi
Quando pressionado por muitos deveres, obrigações e tarefas, o ser humano consegue extrair a verdadeira força que traz dentro de si.Ao empinarmos papagaio (pipa), este sobe pelo sopro do vento. Contudo, se não fosse a ação da linha, que o impede de subir desgovernado, ele seria levado à mercê do vento e acabaria se rasgando. A pessoa que fica demasiadamente eufórica diante de uma ótima situação financeira é como o papagaio que está bem alto mas que de repente é arrastado para longe e fica estraçalhado. Às vezes, justamente por existir algum obstáculo para a ascensão (assim como no papagaio existe a linha que o puxa para baixo) o homem consegue ascender de forma verdadeiramente correta. Quando pressionado por muitos deveres, obrigações e tarefas, o ser humano consegue extrair a verdadeira força que traz dentro de si.Os grandes poetas Homero e Milton eram cegos. Dante Alighieri também, na velhice, tornou-se praticamente cego. Quando algo nos é tirado, alguma outra força, que estava adormecida, repentinamente desperta e vibra. Na situação de cegueira, a pessoa deixa de ver coisas e fatos banais do mundo exterior que dispersam a atenção e, devido a isso, uma espantosa força que estava oculta no seu interior desperta e entra em ação.Levar uma vida por demais confortável, sem dificuldades, é como tentar polir uma espada com um chumaço de algodão; do mesmo modo que a espada não adquire assim o verdadeiro corte, a pessoa que leva uma vida fácil demais também não conseguirá manifestar sua verdadeira capacidade.Por vezes, aqueles que se mostram nossos amigos não enxergam os nossos defeitos, ou, tentando nos favorecer ou agradar, ressaltam somente as nossas qualidades. Então, descuidamo-nos, deixamos de conhecer os nossos defeitos e, por conseguinte, não os sanamos.Às vezes, aqueles que se apresentam como nossos adversários é que são os verdadeiros amigos. Como eles apontam defeitos que não havíamos percebido, podemos corrigir as nossas falhas. Mesmo no jogo de xadrez, conseguimos progresso quando enfrentamos adversários fortes, e isso ocorre porque eles atacam os nossos pontos fracos, os que ainda não havíamos percebido, e temos de nos esforçar muito para enfrentá-los. O essencial é não ficarmos acomodados, deixando-nos iludir pelas bajulações.“A vida não é como argila. Ela é como o aço, que deve forjado” – assim dizia Emerson. Não se deve subestimar a vida. Por mais habilmente que uma pessoa consiga interpretar textos, seus conhecimentos serão inúteis se não passarem de meras teorias, pois ao ser lançada na correnteza da vida ela poderá acabar naufragando.O monge Takuan assimilou verdadeiramente o zen quando atingiu o estado espiritual em que o caminho da espada e o do zen se tornaram um só e ele conseguiu vencer o exímio espadachim Yagyu Tajima. A vida não deve ser temida, tampouco subestimada. Dizem que, quando um professor de técnica de comércio se envolve em atividade comercial, em geral ele acaba fracassando. No caso de professor de religião, se ele fracassa ao se dedicar a um empreendimento é porque sua fé ainda não é verdadeira. Certa pessoa disse: “Se um empresário abraçar uma religião, seus empreendimentos crescerão; mas, se um religioso se dedicar a um empreendimento, nem sempre conseguirá êxito”. Essa afirmação contém uma advertência sobre a qual os religiosos devem refletir.Quem despreza a força do inimigo será por ele derrotado. Subestimar a vida é o mesmo que menosprezar a capacidade do adversário. A vida não deve ser subestimada, mas não estou dizendo que devemos temê-la. O que eu quero dizer é que o homem precisa conhecer a si próprio, o adversário, a hora e o lugar. Aquele que não conhece a adequação pessoa, lugar e hora será fatalmente derrotado. Conhecer a pessoa, isto é, o ser humano, significa reconhecer a capacidade e o temperamento próprios e também os do outro. Conhecer o lugar significa discernir se o lugar é adequado ou não para concretizar determinada ação. Conhecer a hora significa saber se o momento é apropriado para agir ou não; uma diferença de dez minutos pode acarretar grande lucro ou grande perda numa transação comercial.Conhecer a adequação pessoa, lugar e hora – isso é ter sabedoria.O amor não é compaixão. Ter compaixão é ressaltar a dificuldade do outro e oferecer piedade com sentimento de apego. Se a pessoa passar a enfatizar os seus problemas e ficar com o pensamento fixo na dificuldade, não mais conseguirá sair da situação lastimável, devido à força do pensamento.A dificuldade jamais constitui infelicidade para a alma. Os maiores inimigos da alma são a preguiça e a covardia. Tendo vários caminhos para trilhar na vida, a maioria opta pelo caminho mais fácil, mas, na verdade, o caminho mais difícil é que conduz ao aprimoramento da alma. Um caminho plano e fácil, que não requer esforço ou sacrifício para trilhar, não contribui para forjar a alma da pessoa.Aceitar uma tarefa mais difícil do que a atual é o melhor meio para forjarmos a nossa alma. Da mesma forma que o nosso físico aumenta o vigor quando o treinamos com exercícios adequados, a nossa alma adquire maior força quanto mais enfrentamos questões difíceis. Somente através desse procedimento o ser humano pode manifestar a força infinita de Deus com a qual já nascemos neste mundo.A felicidade dos jovens não deve consistir em simplesmente desfrutar as bênçãos recebidas e levar uma vida cômoda em que nada de novo acontece. É preciso que os jovens, enfrentando e vencendo diversos problemas, desenvolvam a força infinita recebida de Deus que está latente neles. Logo, não devem fugir das dificuldades, mas também não precisam desejá-las, pois isso já seria cultuar o sofrimento. O que eles devem fazer é enfrentar as dificuldades corajosamente, considerando-as como pelejas esportivas. Assim, manifestar-se-á a força infinita do seu interior.Ao deparar com uma dificuldade, você não deve pensar que aconteceu uma tragédia e considerar-se vítima. Julgando-se protagonista de uma tragédia e deixando-se levar pela autocomiseração, você acabará criando uma situação ainda mais trágica. Se surgir uma dificuldade, imagine-se como membro de uma expedição que está se embrenhando corajosamente numa densa floresta à procura de novas terras. Quanto mais densa e emaranhada a floresta, maior será a emoção da aventura. E será especialmente grande a alegria ao sair da floresta para o campo. Dessa forma, você cultivará uma grande força, e deixará de sentir as dificuldades como tais.Aquele que só almeja uma vida cômoda, que pensa estar manifestando a Imagem Verdadeira apenas porque está vivendo confortavelmente e deixa adormecida em seu interior a “força capaz de dominar as dificuldades” será tragado pelas ondas do mundo fenomênico quando vier uma “tempestade”, pois não terá forças para enfrentá-la.Você não precisa desejar as dificuldades, mas também não deve fugir delas. Saiba que toda e qualquer tarefa ou responsabilidade atribuída a você é um meio que Deus lhe destinou para que a sua força interior se desenvolva. Portanto, o melhor meio para o aperfeiçoamento e engrandecimento pessoal consiste em enfrentar a tarefa e a responsabilidade sem temor, com força total, agradecendo a elas.O surgimento de problemas significa surgimento de oportunidades de progresso. Se não houvesse problemas no mundo, ninguém se esforçaria para melhorar; assim os assalariados de baixa renda continuariam indefinidamente nessa situação, lavadores de pratos jamais deixariam de ser lavadores de pratos. Se os homens do passado não tivessem mente sonhadora e espírito de aventura, a humanidade não teria alcançado o nível atual de progresso.Avante, jovem! Acalente um grande sonho e encete uma jornada corajosa em busca de uma grande aventura!
Da Revista Mundo Ideal ANO II Nº 20.Mundo Ideal - Dezembro / 2007
FORÇA MISTERIOSA
POR QUE MUITAS PESSOAS, EMBORA BUSQUEM A FELICIDADE, TORNAN-SE INFELIZES?
4/10/2007
Autor:Mestre Masaharu Taniguchi
Por que muitas pessoas, embora busquem a felicidade, tornam-se infelizes? É que elas não conhecem o princípio fundamental da felicidade. A maioria das pessoas visa à conquista de bens materiais, riqueza, propriedades, enfi m, coisas que possuem forma, e as persegue no afã de agarrá-las. Mas, “tudo o que tem forma é ‘sombra’ daquilo que não tem forma”. De nada adianta agarrar apenas a “sombra”, pois ela é vã e se apaga instantaneamente. Para alcançar a verdadeira felicidade, precisamos apreender o ente verdadeiro (a Imagem Verdadeira) que está por trás da sombra projetada.É pela mesma razão acima citada que a humanidade de flagra guerras apesar de buscar a paz e não consegue concretizar um mundo tranqüilo e feliz apesar de sonhar com isso. É também pela mesma razão que muita gente, apesar de buscar a saúde, não a consegue. Todo aspecto visível é uma “projeção” do “filme invisível” que existe por trás. Portanto, precisamos saber como apreender o mundo invisível e projetá-lo livremente em nossa vida.Conhecer o princípio fundamental da felicidade significa conhecer a lei de causa e efeito, ou, numa expressão mais simples, a lei da causalidade. Desde antigamente existem ditados como: “Só colhe quem planta”, “Em rama de abóbora não nasce berinjela” etc. No budismo, existe a expressão sangai yuishin, que signifi ca: “Todos osfenômenos deste mundo são manifestações da mente”.E o cristianismo ensina que “tudo é possível ao que crê”. Em resumo, você precisa saber que o seu estado mental se projeta no mundo das formas.O modo como a sua mente apreende as coisas se reflete no mundo à sua volta. Se você vê as coisas com a mente hostil, só ocorrerão conflitos ao seu redor, e será impossível surgir fatos felizes.A UNESCO prega que “as guerras surgem primeiro na mente das pessoas e em seguida ocorrem no mundo real”. Nós, da Seicho-No-Ie, vimos pregando isso há mais de trinta anos, mas a humanidade insiste em se apegar a coisas e formas e não procura captar o mundo mental que existe por trás das imagens projetadas. Por isso, embora a humanidade busque a paz, manifestase a situação oposta.Devemos mudar o nosso ponto de vista, a nossa postura mental. No capítulo 1 deste livro, escrevi: “Antes de mais nada, alie-se a Deus”. Quem não acredita em Deus talvez pense que é uma frase tola. Devo esclarecer que o nosso conceito de Deus não é considerá-lo um ente que se encontra num lugar longínquo, no “reino dos céus”, ou “além das nuvens, na remota região oeste”, como pregam algumas seitas budistas. Falamos da Força misteriosa que faz funcionar o nosso coração, os nossos pulmões,enfi m, todo o nosso organismo. Falamos da misteriosa Sabedoria Universal que projetou e criou de forma igual os órgãos do corpo de todas as pessoas. Eu digo que você deve se aliar a essa Força. Se você for capaz de controlar livremente, com sua própria força, os seus batimentos cardíacos, as suas pulsações e todas as outras funções do seu organismo, talvez não precise reconhecer a existência de uma Força Superior. Mas se você compreender que existe uma Força misteriosa fora do seu controle e que ela age também dentro de você, certamente perceberá que aliar-se a essa Força é agir com sabedoria. Poderá você contar, ou não, com o apoio dessa Força misteriosa, imensa, para que ela atue de modo favorável em todas as circunstâncias de sua vida? Dependerá disso a possibilidade ou não de você ser feliz e saudável e concretizar um mundo harmonioso.
Revista Fonte de Luz - Outubro / 2007
4/10/2007
Autor:Mestre Masaharu Taniguchi
Por que muitas pessoas, embora busquem a felicidade, tornam-se infelizes? É que elas não conhecem o princípio fundamental da felicidade. A maioria das pessoas visa à conquista de bens materiais, riqueza, propriedades, enfi m, coisas que possuem forma, e as persegue no afã de agarrá-las. Mas, “tudo o que tem forma é ‘sombra’ daquilo que não tem forma”. De nada adianta agarrar apenas a “sombra”, pois ela é vã e se apaga instantaneamente. Para alcançar a verdadeira felicidade, precisamos apreender o ente verdadeiro (a Imagem Verdadeira) que está por trás da sombra projetada.É pela mesma razão acima citada que a humanidade de flagra guerras apesar de buscar a paz e não consegue concretizar um mundo tranqüilo e feliz apesar de sonhar com isso. É também pela mesma razão que muita gente, apesar de buscar a saúde, não a consegue. Todo aspecto visível é uma “projeção” do “filme invisível” que existe por trás. Portanto, precisamos saber como apreender o mundo invisível e projetá-lo livremente em nossa vida.Conhecer o princípio fundamental da felicidade significa conhecer a lei de causa e efeito, ou, numa expressão mais simples, a lei da causalidade. Desde antigamente existem ditados como: “Só colhe quem planta”, “Em rama de abóbora não nasce berinjela” etc. No budismo, existe a expressão sangai yuishin, que signifi ca: “Todos osfenômenos deste mundo são manifestações da mente”.E o cristianismo ensina que “tudo é possível ao que crê”. Em resumo, você precisa saber que o seu estado mental se projeta no mundo das formas.O modo como a sua mente apreende as coisas se reflete no mundo à sua volta. Se você vê as coisas com a mente hostil, só ocorrerão conflitos ao seu redor, e será impossível surgir fatos felizes.A UNESCO prega que “as guerras surgem primeiro na mente das pessoas e em seguida ocorrem no mundo real”. Nós, da Seicho-No-Ie, vimos pregando isso há mais de trinta anos, mas a humanidade insiste em se apegar a coisas e formas e não procura captar o mundo mental que existe por trás das imagens projetadas. Por isso, embora a humanidade busque a paz, manifestase a situação oposta.Devemos mudar o nosso ponto de vista, a nossa postura mental. No capítulo 1 deste livro, escrevi: “Antes de mais nada, alie-se a Deus”. Quem não acredita em Deus talvez pense que é uma frase tola. Devo esclarecer que o nosso conceito de Deus não é considerá-lo um ente que se encontra num lugar longínquo, no “reino dos céus”, ou “além das nuvens, na remota região oeste”, como pregam algumas seitas budistas. Falamos da Força misteriosa que faz funcionar o nosso coração, os nossos pulmões,enfi m, todo o nosso organismo. Falamos da misteriosa Sabedoria Universal que projetou e criou de forma igual os órgãos do corpo de todas as pessoas. Eu digo que você deve se aliar a essa Força. Se você for capaz de controlar livremente, com sua própria força, os seus batimentos cardíacos, as suas pulsações e todas as outras funções do seu organismo, talvez não precise reconhecer a existência de uma Força Superior. Mas se você compreender que existe uma Força misteriosa fora do seu controle e que ela age também dentro de você, certamente perceberá que aliar-se a essa Força é agir com sabedoria. Poderá você contar, ou não, com o apoio dessa Força misteriosa, imensa, para que ela atue de modo favorável em todas as circunstâncias de sua vida? Dependerá disso a possibilidade ou não de você ser feliz e saudável e concretizar um mundo harmonioso.
Revista Fonte de Luz - Outubro / 2007
EXISTENCIA VERDADEIRA
DEUS EXISTE REALMENTE
20/9/2007
Autor:Professor Seicho Taniguchi
Se Deus existe, é evidente que Ele não cria coisas ruins ou imperfeitas. Ocorre, porém, que neste mundo existem muitas coisas ruins, tais como doenças, infortúnios etc. Então, algumas pessoas dizem: “Deus não existe”, e outras afirmam: “Este mundo não é real; éapenas uma sombra, uma imagem projetada”. Qual das duas afirmações é verdadeira? Os que negam a existência de Deus geralmente são considerados materialistas. Pode-se dizer que eles não conhecem bem o significado da palavra “Deus”. Parece que alguns deles têm a idéia equivocada de que o termo “Deus” designa um ser que possa ser captado pelos órgãos sensoriais do ser humano.Deus não é um ser cuja existência possa ser captada por meio da visão, da audição etc. Deus é Vida, é Sabedoria, é Amor. Podemos também dizer que Ele é a Lei que rege o Universo. Tudo isso é invisível aos olhos físicos. Mas seria um absurdo considerar inexistente tudo que não podemos ver ou sentir; pensar desse modo seria o mesmoque negar a base de nossa própria vida neste mundo. Conclui-se, pois, que não tem fundamento a afirmação de que Deus não existe. Quem teima em sustentaressa afirmação devia mostrar provas concretas de “inexistência de Deus”.Assim refletindo, concordamos com o segundo modo de pensar, ou seja, o de que os males, as infelicidades, as doenças e demais coisas negativas deste mundo não existemde verdade, sendo apenas aspectos aparentes.Então, por que razão doenças e infortúnios originariamente inexistentes aparecem como se existissem? Isso ocorre porque nossos órgãos dos sentidos cometem erros. Mas por que eles erram? Pelo fato de que nossa mente não aceita com docilidade o que é verdadeiro e captao de modo distorcido.Podemos comparar isso ao fato de que, olhando ao redor com óculos de lente colorida, vemos tudo com a mesma cor da lente; ou, vendo as coisas com uma lente distorcida, tudo parece distorcido. Quando a mente está tolhida por algo, não é possível captaros fatos e as coisas tais como são. A visão distorcida desaparece quando se desfazem o tolhimento e a distorção da mente. Como resultado, desaparecem rapidamente os aspectos imperfeitos tais como infortúnios, doenças, etc.Isso nos faz compreender que infortúnios e doenças não existem de verdade. Se existissem de verdade, não desapareceriam. Aliás, nem surgiriam em nós o desejo de fazêlos desaparecer.Nós, seres humanos, somos dotados de duas pernas e dois braços, e esse é o nosso aspecto natural. Por isso, não queremos perder nenhum deles. Mas se alguém nascer com uma terceira perna ou um terceiro braço, provavelmente desejaria extirparcirurgicamente esse membro supérfluo, pois tal aspecto não é normal. E se alguém nascer com mais um dedo além dos cinco normais, certamente gostaria de eliminar esseapêndice o quanto antes. É natural querer eliminar o que não faz parte do aspectooriginal. Por isso, as pessoas desejam se livrar de doenças e infortúnios, que originariamente não existem.
Da revista Hikari no Izumi (Fonte de Luz), ano XXXIX, 02/78, pp. 2-3
20/9/2007
Autor:Professor Seicho Taniguchi
Se Deus existe, é evidente que Ele não cria coisas ruins ou imperfeitas. Ocorre, porém, que neste mundo existem muitas coisas ruins, tais como doenças, infortúnios etc. Então, algumas pessoas dizem: “Deus não existe”, e outras afirmam: “Este mundo não é real; éapenas uma sombra, uma imagem projetada”. Qual das duas afirmações é verdadeira? Os que negam a existência de Deus geralmente são considerados materialistas. Pode-se dizer que eles não conhecem bem o significado da palavra “Deus”. Parece que alguns deles têm a idéia equivocada de que o termo “Deus” designa um ser que possa ser captado pelos órgãos sensoriais do ser humano.Deus não é um ser cuja existência possa ser captada por meio da visão, da audição etc. Deus é Vida, é Sabedoria, é Amor. Podemos também dizer que Ele é a Lei que rege o Universo. Tudo isso é invisível aos olhos físicos. Mas seria um absurdo considerar inexistente tudo que não podemos ver ou sentir; pensar desse modo seria o mesmoque negar a base de nossa própria vida neste mundo. Conclui-se, pois, que não tem fundamento a afirmação de que Deus não existe. Quem teima em sustentaressa afirmação devia mostrar provas concretas de “inexistência de Deus”.Assim refletindo, concordamos com o segundo modo de pensar, ou seja, o de que os males, as infelicidades, as doenças e demais coisas negativas deste mundo não existemde verdade, sendo apenas aspectos aparentes.Então, por que razão doenças e infortúnios originariamente inexistentes aparecem como se existissem? Isso ocorre porque nossos órgãos dos sentidos cometem erros. Mas por que eles erram? Pelo fato de que nossa mente não aceita com docilidade o que é verdadeiro e captao de modo distorcido.Podemos comparar isso ao fato de que, olhando ao redor com óculos de lente colorida, vemos tudo com a mesma cor da lente; ou, vendo as coisas com uma lente distorcida, tudo parece distorcido. Quando a mente está tolhida por algo, não é possível captaros fatos e as coisas tais como são. A visão distorcida desaparece quando se desfazem o tolhimento e a distorção da mente. Como resultado, desaparecem rapidamente os aspectos imperfeitos tais como infortúnios, doenças, etc.Isso nos faz compreender que infortúnios e doenças não existem de verdade. Se existissem de verdade, não desapareceriam. Aliás, nem surgiriam em nós o desejo de fazêlos desaparecer.Nós, seres humanos, somos dotados de duas pernas e dois braços, e esse é o nosso aspecto natural. Por isso, não queremos perder nenhum deles. Mas se alguém nascer com uma terceira perna ou um terceiro braço, provavelmente desejaria extirparcirurgicamente esse membro supérfluo, pois tal aspecto não é normal. E se alguém nascer com mais um dedo além dos cinco normais, certamente gostaria de eliminar esseapêndice o quanto antes. É natural querer eliminar o que não faz parte do aspectooriginal. Por isso, as pessoas desejam se livrar de doenças e infortúnios, que originariamente não existem.
Da revista Hikari no Izumi (Fonte de Luz), ano XXXIX, 02/78, pp. 2-3
ACREDITAR
COMO MANIFESTAR A SUA CAPACIDADE
Autor:Seicho Taniguchi...
Terá utilidade, com certezaSeja qual for a escolha, o ser humano possui capacidade infinita, pois nele está oculta a maravilhosa natureza divina. Por isso, conforme os treinamentos e adestramentos, um talento realmente extraordinário se desenvolve cada vez mais. Guarde isso firmemente em sua mente. Mas, que deve fazer uma pessoa que, apesar de desejar se dedicar a algo com firmeza, ainda não conseguiu definir seu objetivo? Mesmo assim, não há nenhuma necessidade de se impacientar. Se estiver cursando o ensino médio, basta que estude com afinco as matérias desse curso e, se ingressar no curso secundário, continue estudando e, até definir o rumo da sua vida, faça o possível para estudar e treinar muitas coisas. Assim, seja qual for o trabalho que você desempenhar no futuro, aquilo que veio fazendo até agora será, com certeza, de muita utilidade. Quando se considera apenas um período bem curto da vida, a pessoa pode sentir que algo foi feito em vão. Mas, durante o longo período da vida, com certeza, terá alguma utilidade e fará com que a capacidade dela se amplie e desenvolva. Por exemplo, algo que alguém treinou com a mão direita, sem perceber, estará conseguindo fazer, até certo ponto, também com a mão esquerda. Isso porque o mesmo cérebro controla as duas mãos. De modo análogo, o estudo de Matemática será útil na Música, na Literatura, na política e também nos negócios. O estudo de línguas estrangeiras serve para qualquer profissão, e assim, todo conhecimento alarga o modo de pensar das pessoas e aprimora a capacidade delas.Treinamento básicoSe você pensa em efetuar apenas pequenos trabalhos que qualquer pessoa consegue fazer, basta treinar somente isso; mas, se deseja efetuar uma grande e importante obra, necessita impreterivelmente de treinamento em diversas áreas. Para esse treinamento, exige-se amplitude. Por exemplo, para construir um prédio alto, é preciso um terreno amplo. Num espaço de um metro quadrado, será impossível construir um prédio de vários andares. O monte Fuji se ergue majestosa e firmemente porque tem um sopé bem amplo. De modo similar, se você deseja efetuar um trabalho magnífico, não o conseguirá apenas com estreitos conhecimentos da sua área profissional. Para conseguir efetuar um julgamento mais generalizado e poder decidir sobre um trabalho, é importante possuir vastos conhecimentos básicos, e também ter acumulado suficientes treinamentos. Segundo minha própria experiência, os conhecimentos gerais de Matemática, Física e Ciências estão sendo muito úteis para mim ainda agora. A Matemática não só adestra a capacidade de efetuar cálculos e expressões numéricas, como também estimula a intuição e, indo mais além, cultiva a sensibilidade estética. E penso que, graças aos estudos de Matemática e Física, foi cultivada em mim a capacidade intuitiva de discernir entre a fé verdadeira e a crendice, entre o belo e o feio, entre o certo e o errado. Por isso, penso que eu deveria ter estudado mais essas matérias, e que todos os políticos, empresários e religiosos também deveriam efetuar muitos treinamentos básicos dessa categoria.Ter lógicaO interesse que senti por Matemática e Ciências foi transferido, depois, para Literatura e Filosofia. E, quando cursava a segunda e a terceira séries do curso secundário, lia somente livros dessa área e, na universidade, ingressei na faculdade de Psicologia. Essas matérias parecem não ter relação direta com a religião, mas, na raiz, têm grande relação. Por isso, ainda hoje, sinto muita gratidão a tudo que aprendi na minha época estudantil e, simultaneamente, lamento o fato de ter sido um tanto preguiçoso e não conseguir ser um estudante melhor. Se eu tivesse conhecido a Verdade “homem, filho de Deus” desde a idade dos jovens leitores, que teria acontecido? Certamente, teria estudado com mais afinco e recebido bons treinamentos.Além de tudo, na época em que estava no curso médio, havia o treinamento militar, e recebi disciplina bastante rigorosa. Se fosse agora, teria-me dedicado a essa disciplina com maior seriedade, mas, naquela época, não a levava muito a sério. Os colegas da época do curso secundário eram geralmente assim. Por isso, quando ouço alguém dizer que os jovens daquela época do militarismo eram disciplinados, mas que os de hoje não o são, sinto uma certa estranheza. Creio que há certo exagero nessa afirmação. Nem todos se interessaram pelas histórias de lealdade ao Imperador e amor à pátria. Eu passei a ter sentimento verdadeiro de amor e dedicação à pátria, não por ter recebido essa educação naquela época, mas por conhecer a Seicho-No-Ie. Da visão materialista de vida que tinha naquela época, jamais iria sentir a verdadeira alegria, nem amor à pátria. Não significa que iria compreender o Japão só por ter recebido “educação clássica”. Naturalmente, nem sempre significaria saber o verdadeiro valor do Japão. Por mais que alguém leia o Kojiki (o mais antigo livro da História do Japão), estude o Nihon Shoki (primeiro livro de História oficial do Japão), leia o Ōkagami (História do Japão da era Heian – 794-1192) e o Genji Monogatari (História de Genji), não se pode afirmar que compreende o verdadeiro valor do Japão e do Imperador. Compreende-se isso sucessivamente, só quando é trespassado pela linha de pensamento da Seicho-No-Ie pregado pelo mestre Masaharu Taniguchi.É um mundo desigual?Por isso, desejo que, de algum modo, os ensinamentos da Seicho-No-Ie sejam conhecidos ampla e profundamente por muitos jovens. Em vez de aprender por meio de árduo esforço, será bem mais proveitoso aprender com satisfação. Aliás, isso não se limita à aprendizagem escolar. Mesmo para praticar esporte, se alguém o fizer sob o conceito de que o ser humano é corpo carnal, sentirá inevitavelmente limites na própria capacidade e a contradição de que apenas pessoas especiais são agraciadas por certas habilidades. E, no final, pensará “Sofro tanto, porque meus pais não me geraram como uma pessoa mais perfeita”, e passará a canalizar a vazão da sua insatisfação em direções absurdas. Entretanto, não existe pessoa que seja perfeita fisicamente, como também, cada qual tem a sua capacidade mental. E, por mais que diga que todos são iguais, isso não passa de consolo, pois não existem corpos carnais absolutamente iguais. Tudo é diferente: o tamanho, o rosto, a cor etc. Se o corpo carnal fosse o homem, seria preciso declarar e certificar claramente que os seres humanos são desiguais. E, sendo desigual a parte externa, a interna também seria desigual, seria bastante limitado o número de pessoas com capacidade e talentos, e teríamos de reconhecer que este é um mundo humano desigual.Escavar tesourosMas, chegando a esse ponto, por mais que reformassem o sistema social, achando que não está bom, um corpo carnal imperfeito não se tornaria perfeito com isso. Não obstante, certas pessoas pregam a igualdade, dizendo que o mundo será feliz quando as classes inferiores passarem a ser a classe dominante. Entretanto, isso apenas está invertendo as posições, e a desigualdade continuará a existir. Desse modo, não acabarão as contradições, as agruras e as desigualdades deste mundo. É imprescindível que ocorra a mudança de conceito do que é o ser humano: de homem carnal para homem sagrado. Sem compreender isso, não se compreenderá verdadeiramente o conteúdo dos livros clássicos do Japão; e, compreendendo isso, acabará a falsa ilusão de que toda escritura antiga é verdadeira e correta. E, sendo o ser humano um espírito que transcende o corpo físico, por mais que as pessoas pareçam ser desiguais fisicamente, são espiritualmente iguais; e, como a capacidade intelectual faz parte da alma, poderá desenvolvê-la infinitamente. Enquanto a pessoa estiver pensando que é este corpo carnal, a sua capacidade infinita jamais se manifestará. Além disso, não compreenderá a igualdade, a preciosidade nem a razão de viver do ser humano. Mas, quando compreender que o homem é filho de Deus, que o homem é Deus, é Buda, é a maravilhosa e imortal natureza espiritual, tudo será solucionado, e sentirá a razão de viver. Se desse modo sentir a razão de viver e compreender que possui capacidade infinita, essa capacidade começará a se manifestar, e a pessoa sentirá desejo de se esforçar mais ainda, para manifestá-la cada vez mais. Se alguém dissesse para você cavar sem motivo um buraco aqui neste terreno, conseguiria fazer isso com seriedade? Creio que não. Mas, se alguém lhe disser “Aqui está enterrado um tesouro infinito, por isso, cave”, você começará a cavar com todo o empenho, se acreditar nisso. Do mesmo modo, como a nossa capacidade não está no corpo físico, mas na nossa natureza originária, ela existe de fato. Portanto, vamos treinar a fim de manifestar isso. Se começarmos agora, do ponto que está ao alcance das nossas mãos, conseguiremos manifestá-lo. Desejo que o leitor desenvolva suas capacidades ao máximo, sem deixar passar a ótima oportunidade do período juvenil, e se torne cidadão(ã) que seja útil à Nação.
Do livro Inoti ga Moeru (tít. prov. A Chama da Vida) pp. 44-53Mundo Ideal - Dezembro / 2007
Autor:Seicho Taniguchi...
Terá utilidade, com certezaSeja qual for a escolha, o ser humano possui capacidade infinita, pois nele está oculta a maravilhosa natureza divina. Por isso, conforme os treinamentos e adestramentos, um talento realmente extraordinário se desenvolve cada vez mais. Guarde isso firmemente em sua mente. Mas, que deve fazer uma pessoa que, apesar de desejar se dedicar a algo com firmeza, ainda não conseguiu definir seu objetivo? Mesmo assim, não há nenhuma necessidade de se impacientar. Se estiver cursando o ensino médio, basta que estude com afinco as matérias desse curso e, se ingressar no curso secundário, continue estudando e, até definir o rumo da sua vida, faça o possível para estudar e treinar muitas coisas. Assim, seja qual for o trabalho que você desempenhar no futuro, aquilo que veio fazendo até agora será, com certeza, de muita utilidade. Quando se considera apenas um período bem curto da vida, a pessoa pode sentir que algo foi feito em vão. Mas, durante o longo período da vida, com certeza, terá alguma utilidade e fará com que a capacidade dela se amplie e desenvolva. Por exemplo, algo que alguém treinou com a mão direita, sem perceber, estará conseguindo fazer, até certo ponto, também com a mão esquerda. Isso porque o mesmo cérebro controla as duas mãos. De modo análogo, o estudo de Matemática será útil na Música, na Literatura, na política e também nos negócios. O estudo de línguas estrangeiras serve para qualquer profissão, e assim, todo conhecimento alarga o modo de pensar das pessoas e aprimora a capacidade delas.Treinamento básicoSe você pensa em efetuar apenas pequenos trabalhos que qualquer pessoa consegue fazer, basta treinar somente isso; mas, se deseja efetuar uma grande e importante obra, necessita impreterivelmente de treinamento em diversas áreas. Para esse treinamento, exige-se amplitude. Por exemplo, para construir um prédio alto, é preciso um terreno amplo. Num espaço de um metro quadrado, será impossível construir um prédio de vários andares. O monte Fuji se ergue majestosa e firmemente porque tem um sopé bem amplo. De modo similar, se você deseja efetuar um trabalho magnífico, não o conseguirá apenas com estreitos conhecimentos da sua área profissional. Para conseguir efetuar um julgamento mais generalizado e poder decidir sobre um trabalho, é importante possuir vastos conhecimentos básicos, e também ter acumulado suficientes treinamentos. Segundo minha própria experiência, os conhecimentos gerais de Matemática, Física e Ciências estão sendo muito úteis para mim ainda agora. A Matemática não só adestra a capacidade de efetuar cálculos e expressões numéricas, como também estimula a intuição e, indo mais além, cultiva a sensibilidade estética. E penso que, graças aos estudos de Matemática e Física, foi cultivada em mim a capacidade intuitiva de discernir entre a fé verdadeira e a crendice, entre o belo e o feio, entre o certo e o errado. Por isso, penso que eu deveria ter estudado mais essas matérias, e que todos os políticos, empresários e religiosos também deveriam efetuar muitos treinamentos básicos dessa categoria.Ter lógicaO interesse que senti por Matemática e Ciências foi transferido, depois, para Literatura e Filosofia. E, quando cursava a segunda e a terceira séries do curso secundário, lia somente livros dessa área e, na universidade, ingressei na faculdade de Psicologia. Essas matérias parecem não ter relação direta com a religião, mas, na raiz, têm grande relação. Por isso, ainda hoje, sinto muita gratidão a tudo que aprendi na minha época estudantil e, simultaneamente, lamento o fato de ter sido um tanto preguiçoso e não conseguir ser um estudante melhor. Se eu tivesse conhecido a Verdade “homem, filho de Deus” desde a idade dos jovens leitores, que teria acontecido? Certamente, teria estudado com mais afinco e recebido bons treinamentos.Além de tudo, na época em que estava no curso médio, havia o treinamento militar, e recebi disciplina bastante rigorosa. Se fosse agora, teria-me dedicado a essa disciplina com maior seriedade, mas, naquela época, não a levava muito a sério. Os colegas da época do curso secundário eram geralmente assim. Por isso, quando ouço alguém dizer que os jovens daquela época do militarismo eram disciplinados, mas que os de hoje não o são, sinto uma certa estranheza. Creio que há certo exagero nessa afirmação. Nem todos se interessaram pelas histórias de lealdade ao Imperador e amor à pátria. Eu passei a ter sentimento verdadeiro de amor e dedicação à pátria, não por ter recebido essa educação naquela época, mas por conhecer a Seicho-No-Ie. Da visão materialista de vida que tinha naquela época, jamais iria sentir a verdadeira alegria, nem amor à pátria. Não significa que iria compreender o Japão só por ter recebido “educação clássica”. Naturalmente, nem sempre significaria saber o verdadeiro valor do Japão. Por mais que alguém leia o Kojiki (o mais antigo livro da História do Japão), estude o Nihon Shoki (primeiro livro de História oficial do Japão), leia o Ōkagami (História do Japão da era Heian – 794-1192) e o Genji Monogatari (História de Genji), não se pode afirmar que compreende o verdadeiro valor do Japão e do Imperador. Compreende-se isso sucessivamente, só quando é trespassado pela linha de pensamento da Seicho-No-Ie pregado pelo mestre Masaharu Taniguchi.É um mundo desigual?Por isso, desejo que, de algum modo, os ensinamentos da Seicho-No-Ie sejam conhecidos ampla e profundamente por muitos jovens. Em vez de aprender por meio de árduo esforço, será bem mais proveitoso aprender com satisfação. Aliás, isso não se limita à aprendizagem escolar. Mesmo para praticar esporte, se alguém o fizer sob o conceito de que o ser humano é corpo carnal, sentirá inevitavelmente limites na própria capacidade e a contradição de que apenas pessoas especiais são agraciadas por certas habilidades. E, no final, pensará “Sofro tanto, porque meus pais não me geraram como uma pessoa mais perfeita”, e passará a canalizar a vazão da sua insatisfação em direções absurdas. Entretanto, não existe pessoa que seja perfeita fisicamente, como também, cada qual tem a sua capacidade mental. E, por mais que diga que todos são iguais, isso não passa de consolo, pois não existem corpos carnais absolutamente iguais. Tudo é diferente: o tamanho, o rosto, a cor etc. Se o corpo carnal fosse o homem, seria preciso declarar e certificar claramente que os seres humanos são desiguais. E, sendo desigual a parte externa, a interna também seria desigual, seria bastante limitado o número de pessoas com capacidade e talentos, e teríamos de reconhecer que este é um mundo humano desigual.Escavar tesourosMas, chegando a esse ponto, por mais que reformassem o sistema social, achando que não está bom, um corpo carnal imperfeito não se tornaria perfeito com isso. Não obstante, certas pessoas pregam a igualdade, dizendo que o mundo será feliz quando as classes inferiores passarem a ser a classe dominante. Entretanto, isso apenas está invertendo as posições, e a desigualdade continuará a existir. Desse modo, não acabarão as contradições, as agruras e as desigualdades deste mundo. É imprescindível que ocorra a mudança de conceito do que é o ser humano: de homem carnal para homem sagrado. Sem compreender isso, não se compreenderá verdadeiramente o conteúdo dos livros clássicos do Japão; e, compreendendo isso, acabará a falsa ilusão de que toda escritura antiga é verdadeira e correta. E, sendo o ser humano um espírito que transcende o corpo físico, por mais que as pessoas pareçam ser desiguais fisicamente, são espiritualmente iguais; e, como a capacidade intelectual faz parte da alma, poderá desenvolvê-la infinitamente. Enquanto a pessoa estiver pensando que é este corpo carnal, a sua capacidade infinita jamais se manifestará. Além disso, não compreenderá a igualdade, a preciosidade nem a razão de viver do ser humano. Mas, quando compreender que o homem é filho de Deus, que o homem é Deus, é Buda, é a maravilhosa e imortal natureza espiritual, tudo será solucionado, e sentirá a razão de viver. Se desse modo sentir a razão de viver e compreender que possui capacidade infinita, essa capacidade começará a se manifestar, e a pessoa sentirá desejo de se esforçar mais ainda, para manifestá-la cada vez mais. Se alguém dissesse para você cavar sem motivo um buraco aqui neste terreno, conseguiria fazer isso com seriedade? Creio que não. Mas, se alguém lhe disser “Aqui está enterrado um tesouro infinito, por isso, cave”, você começará a cavar com todo o empenho, se acreditar nisso. Do mesmo modo, como a nossa capacidade não está no corpo físico, mas na nossa natureza originária, ela existe de fato. Portanto, vamos treinar a fim de manifestar isso. Se começarmos agora, do ponto que está ao alcance das nossas mãos, conseguiremos manifestá-lo. Desejo que o leitor desenvolva suas capacidades ao máximo, sem deixar passar a ótima oportunidade do período juvenil, e se torne cidadão(ã) que seja útil à Nação.
Do livro Inoti ga Moeru (tít. prov. A Chama da Vida) pp. 44-53Mundo Ideal - Dezembro / 2007
NATURALMENTE
DEUS NECESSITA DE VOCÊ
Autor:Masaharu Taniguchi
Deus é Amor. E é por meio do ser humano que o Amor de Deus se revela perfeita e conscientemente. Se não existisse o ser humano, o Amor de Deus não poderia se expressar perfeitamente. Por isso, Deus precisa de você. Se você não existisse, faltaria um canal de expressão de Deus, isto é, um ser dotado de individualidade, por meio do qual Ele quer Se manifestar. Por isso Deus necessita de você. Quanta honra o fato de ser uma pessoa indispensável para Deus! Quando se toma consciência disso, nasce a verdadeira alegria de viver, a convicção de que foi bom ter nascido neste mundo.O que devemos fazer como auto-realização de DeusO ser humano surgiu na face da Terra como auto-realização de Deus. Portanto, deve haver para cada um de nós, todos os dias, alguma tarefa vinculada a Deus. Somente o trabalho ligado a Deus pode ser considerado uma obra de real importância, que dá sentido à vida. Se queremos realizar trabalhos vinculados a Deus, devemos iniciar o dia com a oração matinal ou a Meditação Shinsokan matinal. Qualquer que seja o trabalho, devemos volver nossa mente para Deus e agir conforme a Sua vontade, assim como o gerente de uma loja administra o estabelecimento obedecendo à vontade do proprietário e os funcionários de uma empresa trabalham de acordo com a diretriz traçada pelo presidente. Quando volvemos nossa mente para Deus, Ele nos transmite a Sabedoria para levar avante o trabalho e nos preenche de fé e coragem para realizá-los. A oração diária renova a fé e a coragem.A atitude correta para trabalharDeus é Força Infinita, e somente Ele é a verdadeira fonte de força. Você é filho de Deus e sua Vida é a Vida de Deus que se alojou em você. Portanto, se você se conscientizar disso e direcionar sua força vital para o lado correto, é natural que não surja nada para impedir a realização do seu objetivo. Já que sua Vida é a Vida de Deus alojada em seu interior, se você não agir de acordo com a vontade de Deus, poderá cair em contradição e fracassar na realização do seu objetivo. É essencial escolher um trabalho honesto e executá-lo com a postura mental correta. Não importam as críticas; deixe os outros dizerem o que quiserem. Procure realizar todos os dias um trabalho que, de alguma forma, contribua para o bem da humanidade (ou, pelo menos, beneficie uma ou algumas pessoas). Isso servirá para direcionar corretamente o seu trabalho e para manter correta a sua postura mental.Pessoas que transcendem as intenções da mente fenomênicaO talento é uma excelente qualidade, mas não é tudo. Por mais que alguém tenha inteligência e força, se ele não conseguir atrair a simpatia e a confiança das pessoas, não poderá obter êxito. O êxito vem dessas qualidades, que nascem da relação harmoniosa entre as pessoas. Vendo as pessoas que parecem ter subido na vida sem fazer nada, os talentosos que não conseguem êxito tendem a invejá-las e a sentir-se injustiçados. Eles precisam perceber que o trabalho não consiste apenas na demonstração do talento ou da habilidade técnica. Existem pessoas que contribuem muito para o sucesso do grupo mesmo sem se empenhar para isso. São pessoas que, só pelo fato de estarem presentes, inspiram respeito e dá credibilidade à firma.Aqueles que têm talento não devem se queixar invejando as pessoas que exercem influência apesar da aparente inatividade. Os materialistas só se importam com as atividades de ordem material, e por isso tendem a se revoltar contra tais pessoas que, aos olhos deles, não fazem nada. Mas a inatividade dessas pessoas é apenas aparente. Na realidade, elas prestam grande trabalho, sendo o que são, ou seja, pessoas respeitáveis e confiáveis. Elas são como o pilar principal e o alicerce de uma casa. Para que todas as máquinas de uma fábrica funcionem bem, executando tarefas complexas, é essencial que a própria fábrica seja uma construção firme, com o alicerce e o pilar principal sólidos. O pilar principal e o alicerce exercem o trabalho da máxima importância, estando ali sem se moverem.O pilar e o alicerce devem ser sólidos e estáveis. Em outras palavras, devem garantir a harmonia do todo. A harmonia equilibra tudo, inclusive a vida das pessoas.Pessoas que não conseguem sucesso na vida mesmo tendo talento de sobra são, geralmente, as que não se harmonizam com os colegas, as que vivem se queixando, as que mantêm distância dos superiores temendo que, se forem amistosas com eles, poderão ser vistas como bajuladoras, ou as que tratam bem os subordinados, mas não são respeitosos com os superiores.Para alcançar a prosperidade, é necessário que o nosso propósito atenda à “tripla adequação”, isto é, esteja em conformidade com a pessoa, a ocasião e o lugar. “Tripla adequação” é um termo que expressa a grande harmonia. Precisamos levar uma vida harmoniosa, agindo corretamente conforme as pessoas com que lidamos, a ocasião e o lugar. Os jovens tendem a enaltecer a rebeldia e a conduta subversiva confundindo-as com o heroísmo e a coragem. Mas, atos rebeldes e subversivos violam o princípio de “tripla adequação” e quebram a harmonia. Às vezes, tais atos resultam em êxito temporário, mas nunca conduzem à prosperidade permanente. Toda rebelião provoca reação. Isso ocorreu também na União Soviética: todos os líderes do início da Revolução Russa foram banidos do país ou fuzilados.Convém deixar que as coisas se acomodem naturalmente em seus devidos lugares. Mesmo que alguém alcance a supremacia forçando a situação, acabará caindo; e, mesmo antes de isso acontecer, vive aflito temendo a queda.Os passarinhos cantam felizes no céu, e os grilos cricrilam felizes no meio dos capins. É inútil tentar fazer os grilos cantarem no céu.
Do livro Você é Dono de Potencialidade Infinita, pp. 243-247
Autor:Masaharu Taniguchi
Deus é Amor. E é por meio do ser humano que o Amor de Deus se revela perfeita e conscientemente. Se não existisse o ser humano, o Amor de Deus não poderia se expressar perfeitamente. Por isso, Deus precisa de você. Se você não existisse, faltaria um canal de expressão de Deus, isto é, um ser dotado de individualidade, por meio do qual Ele quer Se manifestar. Por isso Deus necessita de você. Quanta honra o fato de ser uma pessoa indispensável para Deus! Quando se toma consciência disso, nasce a verdadeira alegria de viver, a convicção de que foi bom ter nascido neste mundo.O que devemos fazer como auto-realização de DeusO ser humano surgiu na face da Terra como auto-realização de Deus. Portanto, deve haver para cada um de nós, todos os dias, alguma tarefa vinculada a Deus. Somente o trabalho ligado a Deus pode ser considerado uma obra de real importância, que dá sentido à vida. Se queremos realizar trabalhos vinculados a Deus, devemos iniciar o dia com a oração matinal ou a Meditação Shinsokan matinal. Qualquer que seja o trabalho, devemos volver nossa mente para Deus e agir conforme a Sua vontade, assim como o gerente de uma loja administra o estabelecimento obedecendo à vontade do proprietário e os funcionários de uma empresa trabalham de acordo com a diretriz traçada pelo presidente. Quando volvemos nossa mente para Deus, Ele nos transmite a Sabedoria para levar avante o trabalho e nos preenche de fé e coragem para realizá-los. A oração diária renova a fé e a coragem.A atitude correta para trabalharDeus é Força Infinita, e somente Ele é a verdadeira fonte de força. Você é filho de Deus e sua Vida é a Vida de Deus que se alojou em você. Portanto, se você se conscientizar disso e direcionar sua força vital para o lado correto, é natural que não surja nada para impedir a realização do seu objetivo. Já que sua Vida é a Vida de Deus alojada em seu interior, se você não agir de acordo com a vontade de Deus, poderá cair em contradição e fracassar na realização do seu objetivo. É essencial escolher um trabalho honesto e executá-lo com a postura mental correta. Não importam as críticas; deixe os outros dizerem o que quiserem. Procure realizar todos os dias um trabalho que, de alguma forma, contribua para o bem da humanidade (ou, pelo menos, beneficie uma ou algumas pessoas). Isso servirá para direcionar corretamente o seu trabalho e para manter correta a sua postura mental.Pessoas que transcendem as intenções da mente fenomênicaO talento é uma excelente qualidade, mas não é tudo. Por mais que alguém tenha inteligência e força, se ele não conseguir atrair a simpatia e a confiança das pessoas, não poderá obter êxito. O êxito vem dessas qualidades, que nascem da relação harmoniosa entre as pessoas. Vendo as pessoas que parecem ter subido na vida sem fazer nada, os talentosos que não conseguem êxito tendem a invejá-las e a sentir-se injustiçados. Eles precisam perceber que o trabalho não consiste apenas na demonstração do talento ou da habilidade técnica. Existem pessoas que contribuem muito para o sucesso do grupo mesmo sem se empenhar para isso. São pessoas que, só pelo fato de estarem presentes, inspiram respeito e dá credibilidade à firma.Aqueles que têm talento não devem se queixar invejando as pessoas que exercem influência apesar da aparente inatividade. Os materialistas só se importam com as atividades de ordem material, e por isso tendem a se revoltar contra tais pessoas que, aos olhos deles, não fazem nada. Mas a inatividade dessas pessoas é apenas aparente. Na realidade, elas prestam grande trabalho, sendo o que são, ou seja, pessoas respeitáveis e confiáveis. Elas são como o pilar principal e o alicerce de uma casa. Para que todas as máquinas de uma fábrica funcionem bem, executando tarefas complexas, é essencial que a própria fábrica seja uma construção firme, com o alicerce e o pilar principal sólidos. O pilar principal e o alicerce exercem o trabalho da máxima importância, estando ali sem se moverem.O pilar e o alicerce devem ser sólidos e estáveis. Em outras palavras, devem garantir a harmonia do todo. A harmonia equilibra tudo, inclusive a vida das pessoas.Pessoas que não conseguem sucesso na vida mesmo tendo talento de sobra são, geralmente, as que não se harmonizam com os colegas, as que vivem se queixando, as que mantêm distância dos superiores temendo que, se forem amistosas com eles, poderão ser vistas como bajuladoras, ou as que tratam bem os subordinados, mas não são respeitosos com os superiores.Para alcançar a prosperidade, é necessário que o nosso propósito atenda à “tripla adequação”, isto é, esteja em conformidade com a pessoa, a ocasião e o lugar. “Tripla adequação” é um termo que expressa a grande harmonia. Precisamos levar uma vida harmoniosa, agindo corretamente conforme as pessoas com que lidamos, a ocasião e o lugar. Os jovens tendem a enaltecer a rebeldia e a conduta subversiva confundindo-as com o heroísmo e a coragem. Mas, atos rebeldes e subversivos violam o princípio de “tripla adequação” e quebram a harmonia. Às vezes, tais atos resultam em êxito temporário, mas nunca conduzem à prosperidade permanente. Toda rebelião provoca reação. Isso ocorreu também na União Soviética: todos os líderes do início da Revolução Russa foram banidos do país ou fuzilados.Convém deixar que as coisas se acomodem naturalmente em seus devidos lugares. Mesmo que alguém alcance a supremacia forçando a situação, acabará caindo; e, mesmo antes de isso acontecer, vive aflito temendo a queda.Os passarinhos cantam felizes no céu, e os grilos cricrilam felizes no meio dos capins. É inútil tentar fazer os grilos cantarem no céu.
Do livro Você é Dono de Potencialidade Infinita, pp. 243-247
BUSCANDO
EM BUSCA DO VERDADEIRO DEUS
Autor:Seicho Taniguchi
Na revista Hikari no Izumi de julho deste ano (2004), escrevi sobre as circunstâncias da “vida de prisioneiro” do sr. Shohei Ôka, citando trechos do livro Horyo-ki (Memórias de um Prisioneiro), de sua autoria. São fatos que ocorreram em 1945, às vésperas do término da Guerra do Pacífico. Certo dia, o sr. Oka foi cercado por soldados norte-americanos e, estando com febre muito alta por causa da malária, não conseguia locomover-se. Mas, mesmo nesse momento, ele pensou: “Não atirarei contra o inimigo”. A respeito disso, ele escreve o seguinte: “Se pensei naquele momento que não atiraria contra o inimigo, significa que ouvi a voz de Deus e, quando o soldado norte-americano aproximou-se de mim e tive de tomar a decisão de seguir ou não essa voz, ouvi um tiro vindo de outra direção que fez com que o soldado corresse para aquele lado. Penso que isso foi uma providência divina”. (p. 99) Quanto ao motivo que o fez pensar assim, cita o que sentiu quando tinha 13 anos e era aluno de uma escola cristã: “Fiquei comovido com as verdades contidas na Bíblia e passei a ter fé em Deus. (Talvez acreditava que tinha fé.) A minha fé era tão frágil, a ponto de desmoronar quando conheci o egoísmo literário da atualidade e ao ver atos abomináveis dos adultos. Mas o fato de, no momento da partida para uma nova vida, sentir atração por Deus, certamente estava sendo definida a tendência fundamental da minha mente. Mas, após isso, passei a me rebelar cada vez mais contra Deus, e preocupava-me sempre com isso, achando que era uma espécie de ponto fraco meu”. (p. 100) Igrejas e entidades religiosas são organismos do mundo fenomênico e, portanto, contêm partes imperfeitas. E esse tipo de fenômeno é constante “neste mundo” porque o mundo perfeito e harmonioso é denominado Mundo da Realidade ou Imagem Verdadeira, e também porque o Reino de Deus não pertence a este mundo. Entretanto, o sr. Ôka escreve: “Naquele momento pensei em atirar implacavelmente contra o inimigo, mas tomei repentinamente a decisão de não atirar, e isso pode ter alguma relação com a minha índole, de quem se sentiu atraído por Deus no início da vida”. (p. 100) Se naquele momento ele tivesse atirado, certamente teria sido morto pelos numerosos soldados norte-americanos que o circundavam, e não teria se tornado prisioneiro. Assim, foi depois hospitalizado e, no hospital do Exército norte-americano, tomou emprestada uma Bíblia de um pastor e leu o Evangelho, observando a reação da sua mente. Com essa leitura, ele reconheceu que no caráter de Jesus havia o poder e a genialidade próprios de um filho de Deus, mas diz: “Fiquei surpreso ao ver que o pensamento dele (Jesus) estava trespassado pela bárbara expectativa de fim do mundo. Como será que eu encarava esse barbarismo quando tinha 13 anos? Não me lembro de nada. E a doutrina do amor, que no passado parecia ter impregnado a minha mente, hoje somente me impressiona como uma expressão genial e suprema. A couraça que minha mente vestiu foi bastante grossa”. A verdadeira fé Podemos afirmar que é muito importante ter contato com alguma religião na juventude e ter fé em Deus, pois isso define a vida ou a morte nos diversos momentos da vida futura. Entretanto, essa religião e Deus ou Buda deverão ser verdadeiros. Se alguém acreditar num deus falso e considerar algum homem carnal como se fosse o próprio Deus absoluto, cometerá um erro muito grave, confundindo a Imagem Verdadeira com a imagem fenomênica. Assim, poderá gerar uma confusão como a da seita Aum Shinrikyo. Isto porque no Reino de Deus não existe morte, conflitos nem guerras. Portanto, se o homem é originariamente filho de Deus, uma parcela da “força infinita” desse filho de Deus se manifestará de alguma forma também neste mundo fenomênico. Mas essa manifestação muda de acordo com o nosso pensamento e as nossas palavras. Principalmente o poder da palavra é muito grandioso, pois a guerra e a paz se iniciam e terminam por meio de palavras. Por exemplo, o sr. Ôka tornou-se prisioneiro do Exército norte-americano e conta o seguinte fato que testemunhou (Horyo-ki, pp. 89-90). Ele diz que um jovem prisioneiro, que estava deitado num leito ao lado, sofria de beribéri e não conseguia se levantar. Permanecia deitado o tempo todo e dependia dos cuidados de um paciente que estava próximo a ele para se alimentar e também para todas as outras necessidades. Ele vivia sorrindo. Sorria também quando o médico do Exército o examinava. “Naturalmente era um sorriso de gratidão, mas era um modo de sorrir que denotava desejo de ser mimado, um sorriso de humilhação e, por fim, um sorriso de desprezo.” Dentre os japoneses, há pessoas que sorriem desse modo. Seria um sorriso de adulação. Além de tudo, o paciente tomava as refeições lentamente, demorando longo tempo. Justificava isso dizendo que “demorava por não conseguir sentar-se”, mas isso causava grandes transtornos aos outros pacientes, pois eram eles que tinham de fazer a arrumação após as refeições. Entretanto, certo dia, um soldado nissei do Exército norte-americano, que era intérprete, ordenou-lhe repentinamente “Levante-se!”. O médico militar olhou o rosto do intérprete nissei com ar de estranheza. O paciente prisioneiro esboçou novamente um sorriso de escárnio. O nissei disse-lhe: “Não seja um velhaco!”. Desde então, esse prisioneiro passou a tomar as refeições sentado. Isso pode ser considerado verdadeiramente uma força da palavra. Desse modo, mesmo sendo prisioneiros do Exército norte-americano, podem, nas circunstâncias que forem colocados, aprender preciosas lições através de diversas experiências. Confissão E, mais antigamente, Tolstói, o grande literato russo, um famoso escritor que escreveu longos romances como Guerra e Paz, nasceu no dia 28 de agosto de 1828 e faleceu no dia 20 de novembro de 1910, aos 82 anos. Foram editadas mais de 16 diferentes categorias de coletâneas de suas obras, e, outrora, a editora Shinchô-sha publicou até uma revista especializada denominada Tolstói Kenkyu (Pesquisas sobre Tolstói). Uma das obras de Tostói é Minha Confissão e nela consta a história do seu período infantil e juvenil. Na “Introdução”, consta o seguinte: “Recebi o batismo na Igreja Cristã Ortodoxa e fui criado segundo essa fé. A fé cristã foi incutida em mim desde o período infantil, passando pelo período juvenil até a mocidade. Mas, na época em que, aos 18 anos, abandonei a faculdade na segunda série, deixei de acreditar em tudo que me foi incutido até então. “Segundo algumas lembranças, ainda não havia abraçado uma fé com real seriedade, apenas me limitando a confiar vagamente nas coisas que pessoas mais velhas me diziam. Entretanto, essa confiança vacilava com muita facilidade. (continua)”. Desse modo, é freqüente uma fé incutida na infância ser esquecida ou deixada de ser levada a sério na mocidade. Mas essa fé permanecerá oculta nas profundezas da mente e, um dia, em algum lugar da longa jornada da vida, se manifestará de diferentes formas. Assim, essa mentalidade mudará e “corrigirá” o “destino” do mundo fenomênico que é criado pela mente. E isso foi insinuado pelo exemplo do sr. Ôka. E, na obra Minha Confissão de Tolstói, consta: “Lembro-me de que, na época em que tinha 12 a 13 anos, um colega do curso ginasial, hoje falecido, me procurou num domingo e me comunicou uma notícia de uma nova descoberta efetuada na escola. Era a descoberta de que Deus não existe, de que tudo que nos ensinavam sobre Ele não passava de invenção. (Isso ocorreu em 1838.) Meus irmãos ficaram grandemente interessados nessa notícia e fizeram com que eu participasse dos debates sobre o assunto. Com isso, ficávamos bastante animados e encaramos essa notícia como algo extremamente interessante e lógico. “E, além disso, meu irmão Demétrio, universitário na época, levado pelo seu temperamento facilmente influenciável, entregou-se repentinamente à fé, passando a freqüentar assiduamente a igreja, a guardar restrições alimentares e a levar uma vida moralmente pura e imaculada. Lembro-me de que, por isso, todos nós, incluindo o pessoal mais velho, o tratamos com desdém e, não sei por que razão, colocamos-lhe o apelido de ‘Noé’. E lembro-me também do fato ocorrido quando o encarregado dos alunos da Faculdade Kazan daquela época nos convidou para um baile e disse em tom de brincadeira ao meu irmão, que recusou o convite, que até mesmo David dançou diante do sagrado esquife. Naquela época, eu concordava com as pilhérias dos mais velhos e chegava à conclusão de que, embora seja necessário aprender questões doutrinárias e freqüentar a igreja, não havia necessidade de pensar sobre essas questões com muita seriedade”. Que é a fé verdadeira? Encontramos também freqüentemente nos jovens de hoje esse tipo de fenômeno relacionado com a religião, mas há quem desperte para a fé verdadeira e quem caçoe daqueles que passam a ter fé. Mas, também entre as pessoas religiosas, há aquelas que professam apenas formalmente, e a sua “imaturidade” torna-se causa de troças e aversões, havendo necessidade de fazerem uma reflexão. Entretanto, em última análise, aqueles que professam a fé verdadeira, obterão bons frutos, serão agraciados pela boa sorte e passarão a revelar capacidade genial. Por outro lado, se na doutrina e nos rituais de uma religião houverem pontos errôneos ou dogmáticos, poderão afastar as pessoas. Por exemplo, Tolstói escreveu sobre o fato ocorrido com seu amigo S, quando este orou de joelhos e o irmão mais velho perguntou-lhe “Você ainda continua fazendo isso?”. A partir desse dia, os dois irmãos não se falaram mais, S nunca mais orou de joelhos e deixou de freqüentar a igreja durante 30 anos. E Tolstói explica a causa disso do seguinte modo: “Não foi por que ele concordou com o irmão ao saber da sua convicção, nem porque ele próprio conseguiu resolver algo em seu interior. Apenas as palavras pronunciadas pelo seu irmão mais velho exerceram a função de um dedo que deu um empurrão na parede que estava prestes a cair, devido ao seu próprio peso. Em suma, essas palavras pronunciadas pelo irmão mais velho simplesmente demonstraram que aquilo que S considerava manifestação da sua fé, já havia se tornado, há muito tempo, mera formalidade. E que o sinal da cruz, a postura que ele tomava para orar, e as palavras que ele pronunciava já não tinham nenhum significado. E, ao se conscientizar desse fato, não conseguiu mais continuar freqüentando a igreja. “Isso já ocorreu com a maioria das pessoas, como também continua ocorrendo. Estou-me referindo às pessoas que possuem o nosso nível cultural e às que são sinceras consigo mesmas, e não em relação às que fazem da vivência da fé um meio para alcançar um objetivo temporário. (Exatamente tais pessoas é que são autênticas falsas fiéis, porque, se a fé significar para elas um meio para alcançar algum objetivo secular, já não será, em absoluto, uma fé verdadeira.) (...)” (pp. 7-8) Aqui, Tolstói afirma que uma fé que é usada como meio momentâneo para atingir algum objetivo secular “não é, em absoluto, uma fé verdadeira”, e isso é um argumento sólido, assim como consta na seguinte Revelação Divina: “Aquele que, com a mente sujeita à mudança das condições materiais, aumenta a fé quando os bens materiais aumentam e perde a fé quando eles diminuem, ou louva a Deus quando o corpo se torna saudável e descrê dEle quando alguém da família adoece, está acreditando na matéria, e não em Deus. A matéria é algo que acaba se alterando; portanto, a fé embasada em graças materiais se desmorona conforme as alterações da matéria”. A fé que conduz à “perfeição” E, continuando, ele diz: (pp. 9-9) “Assim como acontece com outras pessoas, a crença religiosa a mim transmitida desde a minha infância, havia desaparecido da minha mente. Mas, a partir dos meus 15 anos, comecei a me absorver na leitura de obras filosóficas e, por isso, me conscientizei desde cedo dessa desvinculação com a fé. A diferença encontra-se apenas nesse ponto. Não orei mais de joelhos desde os 16 anos. Já não acreditava naquilo que foi-me ensinado e transmitido desde a minha infância. Aliás, ainda acreditava em algo, mas, se me perguntassem em que, não conseguia responder. Acreditava em Deus, ou melhor, não O negava. Certamente não conseguia afirmar que Deus era esse. E não negava Cristo nem seus ensinamentos. Entretanto, não conseguia também dizer claramente onde se encontrava o fundamento desses ensinamentos. “Relembrando agora os fatos daquela época, reconheço claramente que a minha fé – aquilo que estava movendo a minha vida além dos instintos animais, ou seja, a minha única fé verdadeira daquela época – estava relacionada com a perfeição. (...)”. Essa fé relacionada com a “perfeição” refere-se à fé em Deus absoluto, perfeito e harmonioso, assim como consta na Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade: “A ilusão fundamental que faz o homem ter o pesadelo de que o pecado, a doença e a morte são existências verdadeiras surgiu, em tempos remotos, da teologia segundo a qual o homem é feito do pó da terra”. Penso que Deus absoluto não é esse Deus da teologia que diz ter criado o homem do pó da terra. E podemos dizer simultaneamente que todas as pessoas são filhas de Deus, que buscam a perfeição e, por isso, anseiam por Deus absoluto, o Verdadeiro Deus. Mas é preciso perceber que não temos a conscientização clara disso. Por exemplo, no jornal Mainichi Shinbun do dia 3 de abril de 2004, consta a seguinte carta da sra. Reiko Nakagawa (79 anos), residente na cidade de Yokohama, Minato, Kita-ku: “Em janeiro, fui de ônibus com os membros da Associação dos Idosos para a primeira visita do ano ao Templo Naritasan Shinsho-ji. Após deixar Naritasan, almoçamos e visitamos o Santuário Tomioka Hachiman, e, quando visitava o Santuário Fukagawa Fudô, bati a cabeça em algo e as lentes dos meus óculos caíram. Fiquei em apuros, pois tenho deficiência visual de grau 4. “Nessa hora, um rapaz veio correndo e catou as lentes. “Minha amiga M, que observara isso, disse-me: ‘Um jovem que parecia ser um estudante secundário, apesar de estar falando no celular, interrompeu a conversa e veio correndo catar as lentes’. Costumam criticar os jovens de hoje, mas há os que são tão gentis como esse também. “Foi algo tão súbito que nem agradeci a ele, mas escrevo esta carta na esperança de que ele a leia. Agradeço-lhe, de todo o coração. Muito obrigada”. Podemos dizer que a atitude desse estudante foi verdadeiramente uma manifestação brilhante da perfeição interior imanente, ou seja, da sua natureza divina.Riso Sekai, 7/2004
Autor:Seicho Taniguchi
Na revista Hikari no Izumi de julho deste ano (2004), escrevi sobre as circunstâncias da “vida de prisioneiro” do sr. Shohei Ôka, citando trechos do livro Horyo-ki (Memórias de um Prisioneiro), de sua autoria. São fatos que ocorreram em 1945, às vésperas do término da Guerra do Pacífico. Certo dia, o sr. Oka foi cercado por soldados norte-americanos e, estando com febre muito alta por causa da malária, não conseguia locomover-se. Mas, mesmo nesse momento, ele pensou: “Não atirarei contra o inimigo”. A respeito disso, ele escreve o seguinte: “Se pensei naquele momento que não atiraria contra o inimigo, significa que ouvi a voz de Deus e, quando o soldado norte-americano aproximou-se de mim e tive de tomar a decisão de seguir ou não essa voz, ouvi um tiro vindo de outra direção que fez com que o soldado corresse para aquele lado. Penso que isso foi uma providência divina”. (p. 99) Quanto ao motivo que o fez pensar assim, cita o que sentiu quando tinha 13 anos e era aluno de uma escola cristã: “Fiquei comovido com as verdades contidas na Bíblia e passei a ter fé em Deus. (Talvez acreditava que tinha fé.) A minha fé era tão frágil, a ponto de desmoronar quando conheci o egoísmo literário da atualidade e ao ver atos abomináveis dos adultos. Mas o fato de, no momento da partida para uma nova vida, sentir atração por Deus, certamente estava sendo definida a tendência fundamental da minha mente. Mas, após isso, passei a me rebelar cada vez mais contra Deus, e preocupava-me sempre com isso, achando que era uma espécie de ponto fraco meu”. (p. 100) Igrejas e entidades religiosas são organismos do mundo fenomênico e, portanto, contêm partes imperfeitas. E esse tipo de fenômeno é constante “neste mundo” porque o mundo perfeito e harmonioso é denominado Mundo da Realidade ou Imagem Verdadeira, e também porque o Reino de Deus não pertence a este mundo. Entretanto, o sr. Ôka escreve: “Naquele momento pensei em atirar implacavelmente contra o inimigo, mas tomei repentinamente a decisão de não atirar, e isso pode ter alguma relação com a minha índole, de quem se sentiu atraído por Deus no início da vida”. (p. 100) Se naquele momento ele tivesse atirado, certamente teria sido morto pelos numerosos soldados norte-americanos que o circundavam, e não teria se tornado prisioneiro. Assim, foi depois hospitalizado e, no hospital do Exército norte-americano, tomou emprestada uma Bíblia de um pastor e leu o Evangelho, observando a reação da sua mente. Com essa leitura, ele reconheceu que no caráter de Jesus havia o poder e a genialidade próprios de um filho de Deus, mas diz: “Fiquei surpreso ao ver que o pensamento dele (Jesus) estava trespassado pela bárbara expectativa de fim do mundo. Como será que eu encarava esse barbarismo quando tinha 13 anos? Não me lembro de nada. E a doutrina do amor, que no passado parecia ter impregnado a minha mente, hoje somente me impressiona como uma expressão genial e suprema. A couraça que minha mente vestiu foi bastante grossa”. A verdadeira fé Podemos afirmar que é muito importante ter contato com alguma religião na juventude e ter fé em Deus, pois isso define a vida ou a morte nos diversos momentos da vida futura. Entretanto, essa religião e Deus ou Buda deverão ser verdadeiros. Se alguém acreditar num deus falso e considerar algum homem carnal como se fosse o próprio Deus absoluto, cometerá um erro muito grave, confundindo a Imagem Verdadeira com a imagem fenomênica. Assim, poderá gerar uma confusão como a da seita Aum Shinrikyo. Isto porque no Reino de Deus não existe morte, conflitos nem guerras. Portanto, se o homem é originariamente filho de Deus, uma parcela da “força infinita” desse filho de Deus se manifestará de alguma forma também neste mundo fenomênico. Mas essa manifestação muda de acordo com o nosso pensamento e as nossas palavras. Principalmente o poder da palavra é muito grandioso, pois a guerra e a paz se iniciam e terminam por meio de palavras. Por exemplo, o sr. Ôka tornou-se prisioneiro do Exército norte-americano e conta o seguinte fato que testemunhou (Horyo-ki, pp. 89-90). Ele diz que um jovem prisioneiro, que estava deitado num leito ao lado, sofria de beribéri e não conseguia se levantar. Permanecia deitado o tempo todo e dependia dos cuidados de um paciente que estava próximo a ele para se alimentar e também para todas as outras necessidades. Ele vivia sorrindo. Sorria também quando o médico do Exército o examinava. “Naturalmente era um sorriso de gratidão, mas era um modo de sorrir que denotava desejo de ser mimado, um sorriso de humilhação e, por fim, um sorriso de desprezo.” Dentre os japoneses, há pessoas que sorriem desse modo. Seria um sorriso de adulação. Além de tudo, o paciente tomava as refeições lentamente, demorando longo tempo. Justificava isso dizendo que “demorava por não conseguir sentar-se”, mas isso causava grandes transtornos aos outros pacientes, pois eram eles que tinham de fazer a arrumação após as refeições. Entretanto, certo dia, um soldado nissei do Exército norte-americano, que era intérprete, ordenou-lhe repentinamente “Levante-se!”. O médico militar olhou o rosto do intérprete nissei com ar de estranheza. O paciente prisioneiro esboçou novamente um sorriso de escárnio. O nissei disse-lhe: “Não seja um velhaco!”. Desde então, esse prisioneiro passou a tomar as refeições sentado. Isso pode ser considerado verdadeiramente uma força da palavra. Desse modo, mesmo sendo prisioneiros do Exército norte-americano, podem, nas circunstâncias que forem colocados, aprender preciosas lições através de diversas experiências. Confissão E, mais antigamente, Tolstói, o grande literato russo, um famoso escritor que escreveu longos romances como Guerra e Paz, nasceu no dia 28 de agosto de 1828 e faleceu no dia 20 de novembro de 1910, aos 82 anos. Foram editadas mais de 16 diferentes categorias de coletâneas de suas obras, e, outrora, a editora Shinchô-sha publicou até uma revista especializada denominada Tolstói Kenkyu (Pesquisas sobre Tolstói). Uma das obras de Tostói é Minha Confissão e nela consta a história do seu período infantil e juvenil. Na “Introdução”, consta o seguinte: “Recebi o batismo na Igreja Cristã Ortodoxa e fui criado segundo essa fé. A fé cristã foi incutida em mim desde o período infantil, passando pelo período juvenil até a mocidade. Mas, na época em que, aos 18 anos, abandonei a faculdade na segunda série, deixei de acreditar em tudo que me foi incutido até então. “Segundo algumas lembranças, ainda não havia abraçado uma fé com real seriedade, apenas me limitando a confiar vagamente nas coisas que pessoas mais velhas me diziam. Entretanto, essa confiança vacilava com muita facilidade. (continua)”. Desse modo, é freqüente uma fé incutida na infância ser esquecida ou deixada de ser levada a sério na mocidade. Mas essa fé permanecerá oculta nas profundezas da mente e, um dia, em algum lugar da longa jornada da vida, se manifestará de diferentes formas. Assim, essa mentalidade mudará e “corrigirá” o “destino” do mundo fenomênico que é criado pela mente. E isso foi insinuado pelo exemplo do sr. Ôka. E, na obra Minha Confissão de Tolstói, consta: “Lembro-me de que, na época em que tinha 12 a 13 anos, um colega do curso ginasial, hoje falecido, me procurou num domingo e me comunicou uma notícia de uma nova descoberta efetuada na escola. Era a descoberta de que Deus não existe, de que tudo que nos ensinavam sobre Ele não passava de invenção. (Isso ocorreu em 1838.) Meus irmãos ficaram grandemente interessados nessa notícia e fizeram com que eu participasse dos debates sobre o assunto. Com isso, ficávamos bastante animados e encaramos essa notícia como algo extremamente interessante e lógico. “E, além disso, meu irmão Demétrio, universitário na época, levado pelo seu temperamento facilmente influenciável, entregou-se repentinamente à fé, passando a freqüentar assiduamente a igreja, a guardar restrições alimentares e a levar uma vida moralmente pura e imaculada. Lembro-me de que, por isso, todos nós, incluindo o pessoal mais velho, o tratamos com desdém e, não sei por que razão, colocamos-lhe o apelido de ‘Noé’. E lembro-me também do fato ocorrido quando o encarregado dos alunos da Faculdade Kazan daquela época nos convidou para um baile e disse em tom de brincadeira ao meu irmão, que recusou o convite, que até mesmo David dançou diante do sagrado esquife. Naquela época, eu concordava com as pilhérias dos mais velhos e chegava à conclusão de que, embora seja necessário aprender questões doutrinárias e freqüentar a igreja, não havia necessidade de pensar sobre essas questões com muita seriedade”. Que é a fé verdadeira? Encontramos também freqüentemente nos jovens de hoje esse tipo de fenômeno relacionado com a religião, mas há quem desperte para a fé verdadeira e quem caçoe daqueles que passam a ter fé. Mas, também entre as pessoas religiosas, há aquelas que professam apenas formalmente, e a sua “imaturidade” torna-se causa de troças e aversões, havendo necessidade de fazerem uma reflexão. Entretanto, em última análise, aqueles que professam a fé verdadeira, obterão bons frutos, serão agraciados pela boa sorte e passarão a revelar capacidade genial. Por outro lado, se na doutrina e nos rituais de uma religião houverem pontos errôneos ou dogmáticos, poderão afastar as pessoas. Por exemplo, Tolstói escreveu sobre o fato ocorrido com seu amigo S, quando este orou de joelhos e o irmão mais velho perguntou-lhe “Você ainda continua fazendo isso?”. A partir desse dia, os dois irmãos não se falaram mais, S nunca mais orou de joelhos e deixou de freqüentar a igreja durante 30 anos. E Tolstói explica a causa disso do seguinte modo: “Não foi por que ele concordou com o irmão ao saber da sua convicção, nem porque ele próprio conseguiu resolver algo em seu interior. Apenas as palavras pronunciadas pelo seu irmão mais velho exerceram a função de um dedo que deu um empurrão na parede que estava prestes a cair, devido ao seu próprio peso. Em suma, essas palavras pronunciadas pelo irmão mais velho simplesmente demonstraram que aquilo que S considerava manifestação da sua fé, já havia se tornado, há muito tempo, mera formalidade. E que o sinal da cruz, a postura que ele tomava para orar, e as palavras que ele pronunciava já não tinham nenhum significado. E, ao se conscientizar desse fato, não conseguiu mais continuar freqüentando a igreja. “Isso já ocorreu com a maioria das pessoas, como também continua ocorrendo. Estou-me referindo às pessoas que possuem o nosso nível cultural e às que são sinceras consigo mesmas, e não em relação às que fazem da vivência da fé um meio para alcançar um objetivo temporário. (Exatamente tais pessoas é que são autênticas falsas fiéis, porque, se a fé significar para elas um meio para alcançar algum objetivo secular, já não será, em absoluto, uma fé verdadeira.) (...)” (pp. 7-8) Aqui, Tolstói afirma que uma fé que é usada como meio momentâneo para atingir algum objetivo secular “não é, em absoluto, uma fé verdadeira”, e isso é um argumento sólido, assim como consta na seguinte Revelação Divina: “Aquele que, com a mente sujeita à mudança das condições materiais, aumenta a fé quando os bens materiais aumentam e perde a fé quando eles diminuem, ou louva a Deus quando o corpo se torna saudável e descrê dEle quando alguém da família adoece, está acreditando na matéria, e não em Deus. A matéria é algo que acaba se alterando; portanto, a fé embasada em graças materiais se desmorona conforme as alterações da matéria”. A fé que conduz à “perfeição” E, continuando, ele diz: (pp. 9-9) “Assim como acontece com outras pessoas, a crença religiosa a mim transmitida desde a minha infância, havia desaparecido da minha mente. Mas, a partir dos meus 15 anos, comecei a me absorver na leitura de obras filosóficas e, por isso, me conscientizei desde cedo dessa desvinculação com a fé. A diferença encontra-se apenas nesse ponto. Não orei mais de joelhos desde os 16 anos. Já não acreditava naquilo que foi-me ensinado e transmitido desde a minha infância. Aliás, ainda acreditava em algo, mas, se me perguntassem em que, não conseguia responder. Acreditava em Deus, ou melhor, não O negava. Certamente não conseguia afirmar que Deus era esse. E não negava Cristo nem seus ensinamentos. Entretanto, não conseguia também dizer claramente onde se encontrava o fundamento desses ensinamentos. “Relembrando agora os fatos daquela época, reconheço claramente que a minha fé – aquilo que estava movendo a minha vida além dos instintos animais, ou seja, a minha única fé verdadeira daquela época – estava relacionada com a perfeição. (...)”. Essa fé relacionada com a “perfeição” refere-se à fé em Deus absoluto, perfeito e harmonioso, assim como consta na Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade: “A ilusão fundamental que faz o homem ter o pesadelo de que o pecado, a doença e a morte são existências verdadeiras surgiu, em tempos remotos, da teologia segundo a qual o homem é feito do pó da terra”. Penso que Deus absoluto não é esse Deus da teologia que diz ter criado o homem do pó da terra. E podemos dizer simultaneamente que todas as pessoas são filhas de Deus, que buscam a perfeição e, por isso, anseiam por Deus absoluto, o Verdadeiro Deus. Mas é preciso perceber que não temos a conscientização clara disso. Por exemplo, no jornal Mainichi Shinbun do dia 3 de abril de 2004, consta a seguinte carta da sra. Reiko Nakagawa (79 anos), residente na cidade de Yokohama, Minato, Kita-ku: “Em janeiro, fui de ônibus com os membros da Associação dos Idosos para a primeira visita do ano ao Templo Naritasan Shinsho-ji. Após deixar Naritasan, almoçamos e visitamos o Santuário Tomioka Hachiman, e, quando visitava o Santuário Fukagawa Fudô, bati a cabeça em algo e as lentes dos meus óculos caíram. Fiquei em apuros, pois tenho deficiência visual de grau 4. “Nessa hora, um rapaz veio correndo e catou as lentes. “Minha amiga M, que observara isso, disse-me: ‘Um jovem que parecia ser um estudante secundário, apesar de estar falando no celular, interrompeu a conversa e veio correndo catar as lentes’. Costumam criticar os jovens de hoje, mas há os que são tão gentis como esse também. “Foi algo tão súbito que nem agradeci a ele, mas escrevo esta carta na esperança de que ele a leia. Agradeço-lhe, de todo o coração. Muito obrigada”. Podemos dizer que a atitude desse estudante foi verdadeiramente uma manifestação brilhante da perfeição interior imanente, ou seja, da sua natureza divina.Riso Sekai, 7/2004
VALORES
31 TÓPICOS PARA SE ALCANÇAR UM IDEAL
Autor:Masaharu Taniguchi
Quando alguém for incorreto com você Mesmo que alguém aja de modo incorreto com você, não fique exacerbado nem guarde rancor. Várias razões podem ter levado essa pessoa a agir de modo inadequado. Talvez ela estivesse premida pela pobreza, talvez não tivesse recebido uma boa educação para aprimorar a personalidade e desenvolver a capacidade, talvez estivesse com a mente cheia de angústia e aflição e não estivesse em condição de se preocupar com os outros, talvez tivesse algum outro motivo inconfessável... Quando alguém agir mal com você, reflita que está recebendo de Deus a oportunidade de cultivar a virtude de orar pelos outros e contribuir para que essa pessoa alcance a felicidade libertando-se das aflições. Ore para que essa pessoa se torne feliz e próspera e passe a ter a condição psicológica de ser atenciosa com os outros. Lembre-se de que mesmo as pessoas que lhe causam problema surgiram em sua vida para que você, lidando corretamente com elas, manifeste a glória de Deus. A posição do ser humano no Universo Pode-se dizer: “Deus não tem boca, usa a boca das pessoas para falar; Deus não tem mãos, usa as mãos das pessoas para realizar obras”. Deus age diretamente para realizar os grandiosos trabalhos da Natureza e para controlar os delicados e minuciosos fenômenos bioquímicos concernentes às funções fisiológicas dos animais e dos vegetais, mas, quando se trata de algo que deve ser criado neste mundo por meio de idéias, imaginação, projetos e planejamento, Ele o realiza por meio do ser humano. Mais exato seria dizer que Deus, manifestando-Se como ser humano, realiza tais obras. Portanto, podemos dizer que o ser humano é a suprema auto-expressão de Deus neste mundo. Você precisa saber a relação entre Deus e o ser humano Para que o ser humano tenha uma vida feliz, é essencial ter o correto conhecimento acerca de sua relação com Deus e viver em harmonia com Ele. Em primeiro lugar, devemos saber que o ser humano é a suprema auto-expressão de Deus neste mundo e que tudo nesta vida passa a ser aquilo que o ser humano nomear com palavras (formadas a partir de idéias). No capítulo 2 do Gênesis está escrito: “E tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome”. Quando Moisés, tendo saído do Egito, conduzia seu povo de volta a Israel, apareceu-lhe Deus em meio à sarça ardente. Na Bíblia, consta que Moisés perguntou: “Qual é o Seu nome?”, e Deus disse: “Eu sou o que sou”. Podemos dizer que no âmago de todas as pessoas existe aquele que diz “Eu sou”, ou seja, o Deus interior. E esse Deus interior é capaz de criar tudo. Assim, se a pessoa afirmar com fé: “Sou saudável”, será realmente saudável, e se afirmar: “Sou preguiçoso”, será preguiçoso. As pessoas passam a ser exatamente como elas próprias pensam e dizem que são. Tratar das coisas fenomênicas e reverenciar a Imagem Verdadeira Para fazer pesquisas científicas ou para tratar das coisas fenomênicas, você precisa recorrer aos olhos físicos e aos aparelhos como o binóculo, o telescópio etc. Mas, para contemplar a verdadeira natureza do ser humano, você precisa recorrer aos “olhos de Deus”. Por mais vil que alguém pareça, não se prenda a esse aspecto (Não estou sugerindo que permita ser ludibriado por ele — para lidar com o aspecto fenomênico, deve-se valer de meios fenomênicos). Pense que, na essência, essa pessoa não é má e, contemplando o seu aspecto original perfeito, ore a Deus para que ela manifeste a Imagem Verdadeira. Um exemplo de como orar: “Deus, perdoe-lhe, pois ele tem solidão na alma e não sabe como agir. Eu Lhe peço que o envolva com Seu infinito amor e cure a ferida dele”. Tendo assim orado, mentalize que essa pessoa está sendo envolvida pelo Amor de Deus e já manifesta a bondade inerente à sua natureza verdadeira de filho de Deus. Visualize essa imagem e a contemple com os olhos da mente. Com a visão de Deus, ame e respeite seus filhos Trate com amor os seus filhos. Quando se fala em amor, algumas pessoas logo o associam à vontade de tocar e acariciar, mas tal desejo não é o amor verdadeiro. Hoje em dia, as pessoas confundem o simples gostar com o amor e usam a expressão “amar” quando falam de alguém que lhes proporciona uma sensação agradável aos sentidos, como o tato e a visão. Mas quando falo em amar os filhos, refiro-me ao amor sublime que tem relação com a frase “Deus é Amor”. Você deve contemplar a essência divina de seus filhos. Caso você tenha vários filhos, conscientize-se de que cada qual tem distintos traços de personalidade e diferentes dons. Deus é um Ser de conteúdo infinito, e por isso não repete a mesma auto-expressão fazendo surgir duas pessoas exatamente iguais. Saiba que cada um de seus filhos é uma auto-expressão de Deus e, portanto, é um ser único, de valor absoluto. Mesmo que, aparentemente, o filho A seja melhor que o filho B, essa é uma diferença considerada do ponto de vista do valor prático. Aos olhos de Deus, cada um de seus filhos é um ser único e insubstituível. Em outras palavras, é filho de Deus sumamente valioso. Ame e respeite cada um dos seus filhos com a mesma visão imparcial de Deus.
Do livro Onna wa Ai no Taiyo da (ainda não editado em português; tít. prov.: A Mulher é o Sol do Amor), pp. 225-229
Autor:Masaharu Taniguchi
Quando alguém for incorreto com você Mesmo que alguém aja de modo incorreto com você, não fique exacerbado nem guarde rancor. Várias razões podem ter levado essa pessoa a agir de modo inadequado. Talvez ela estivesse premida pela pobreza, talvez não tivesse recebido uma boa educação para aprimorar a personalidade e desenvolver a capacidade, talvez estivesse com a mente cheia de angústia e aflição e não estivesse em condição de se preocupar com os outros, talvez tivesse algum outro motivo inconfessável... Quando alguém agir mal com você, reflita que está recebendo de Deus a oportunidade de cultivar a virtude de orar pelos outros e contribuir para que essa pessoa alcance a felicidade libertando-se das aflições. Ore para que essa pessoa se torne feliz e próspera e passe a ter a condição psicológica de ser atenciosa com os outros. Lembre-se de que mesmo as pessoas que lhe causam problema surgiram em sua vida para que você, lidando corretamente com elas, manifeste a glória de Deus. A posição do ser humano no Universo Pode-se dizer: “Deus não tem boca, usa a boca das pessoas para falar; Deus não tem mãos, usa as mãos das pessoas para realizar obras”. Deus age diretamente para realizar os grandiosos trabalhos da Natureza e para controlar os delicados e minuciosos fenômenos bioquímicos concernentes às funções fisiológicas dos animais e dos vegetais, mas, quando se trata de algo que deve ser criado neste mundo por meio de idéias, imaginação, projetos e planejamento, Ele o realiza por meio do ser humano. Mais exato seria dizer que Deus, manifestando-Se como ser humano, realiza tais obras. Portanto, podemos dizer que o ser humano é a suprema auto-expressão de Deus neste mundo. Você precisa saber a relação entre Deus e o ser humano Para que o ser humano tenha uma vida feliz, é essencial ter o correto conhecimento acerca de sua relação com Deus e viver em harmonia com Ele. Em primeiro lugar, devemos saber que o ser humano é a suprema auto-expressão de Deus neste mundo e que tudo nesta vida passa a ser aquilo que o ser humano nomear com palavras (formadas a partir de idéias). No capítulo 2 do Gênesis está escrito: “E tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome”. Quando Moisés, tendo saído do Egito, conduzia seu povo de volta a Israel, apareceu-lhe Deus em meio à sarça ardente. Na Bíblia, consta que Moisés perguntou: “Qual é o Seu nome?”, e Deus disse: “Eu sou o que sou”. Podemos dizer que no âmago de todas as pessoas existe aquele que diz “Eu sou”, ou seja, o Deus interior. E esse Deus interior é capaz de criar tudo. Assim, se a pessoa afirmar com fé: “Sou saudável”, será realmente saudável, e se afirmar: “Sou preguiçoso”, será preguiçoso. As pessoas passam a ser exatamente como elas próprias pensam e dizem que são. Tratar das coisas fenomênicas e reverenciar a Imagem Verdadeira Para fazer pesquisas científicas ou para tratar das coisas fenomênicas, você precisa recorrer aos olhos físicos e aos aparelhos como o binóculo, o telescópio etc. Mas, para contemplar a verdadeira natureza do ser humano, você precisa recorrer aos “olhos de Deus”. Por mais vil que alguém pareça, não se prenda a esse aspecto (Não estou sugerindo que permita ser ludibriado por ele — para lidar com o aspecto fenomênico, deve-se valer de meios fenomênicos). Pense que, na essência, essa pessoa não é má e, contemplando o seu aspecto original perfeito, ore a Deus para que ela manifeste a Imagem Verdadeira. Um exemplo de como orar: “Deus, perdoe-lhe, pois ele tem solidão na alma e não sabe como agir. Eu Lhe peço que o envolva com Seu infinito amor e cure a ferida dele”. Tendo assim orado, mentalize que essa pessoa está sendo envolvida pelo Amor de Deus e já manifesta a bondade inerente à sua natureza verdadeira de filho de Deus. Visualize essa imagem e a contemple com os olhos da mente. Com a visão de Deus, ame e respeite seus filhos Trate com amor os seus filhos. Quando se fala em amor, algumas pessoas logo o associam à vontade de tocar e acariciar, mas tal desejo não é o amor verdadeiro. Hoje em dia, as pessoas confundem o simples gostar com o amor e usam a expressão “amar” quando falam de alguém que lhes proporciona uma sensação agradável aos sentidos, como o tato e a visão. Mas quando falo em amar os filhos, refiro-me ao amor sublime que tem relação com a frase “Deus é Amor”. Você deve contemplar a essência divina de seus filhos. Caso você tenha vários filhos, conscientize-se de que cada qual tem distintos traços de personalidade e diferentes dons. Deus é um Ser de conteúdo infinito, e por isso não repete a mesma auto-expressão fazendo surgir duas pessoas exatamente iguais. Saiba que cada um de seus filhos é uma auto-expressão de Deus e, portanto, é um ser único, de valor absoluto. Mesmo que, aparentemente, o filho A seja melhor que o filho B, essa é uma diferença considerada do ponto de vista do valor prático. Aos olhos de Deus, cada um de seus filhos é um ser único e insubstituível. Em outras palavras, é filho de Deus sumamente valioso. Ame e respeite cada um dos seus filhos com a mesma visão imparcial de Deus.
Do livro Onna wa Ai no Taiyo da (ainda não editado em português; tít. prov.: A Mulher é o Sol do Amor), pp. 225-229
FELICIDADE
RECONHEÇAMOS A BOA NATUREZA
Autor:Seicho Taniguchi
A capacidade sempre se manifestaVocê nasceu para iluminar este mundo. Para realizar um trabalho que só você consegue elaborar e, assim, satisfazer os desejos de pessoas que ficam felizes por você existir. Talvez você diga “Tais pessoas não existem”, mas seus pais ficaram contentes só pelo fato de você ter nascido. Eles adquiriram força para viver só de observarem você dormindo serenamente. E seu marido ou sua mulher e filhos não se tranqüilizam e ficam felizes só de você retornar do trabalho? Quando você está ausente, seu chefe, seus amigos e colegas não se preocupam? Você é, afinal, uma pessoa indispensável. Tanto o relógio quanto a câmera fotográfica deixam de funcionar, só de faltar uma peça. De modo similar, mesmo uma pessoa dotada de pouca capacidade, está contribuindo para sustentar o todo. Na verdade, apenas parece que tem pouca capacidade. Dentro de todas as pessoas existe a mente que conhece o todo e que se preocupa com tudo. Portanto, essa mente está ligada ao todo, ou seja, é semelhante a Deus. Quando dizemos que você é filho de Deus, estamos referindo-nos a essa conscientização. No passado, Sakyamuni e Cristo intuíram isso, mas muitas pessoas não sabiam disso. Assim, pensaram equivocadamente que apenas pessoas especiais eram filhas de Deus, mas isso não é verdade, em absoluto. Por mais maravilhosa que seja a verdadeira natureza da pessoa, enquanto ela não reconhecer essa realidade, não conseguirá manifestar a capacidade própria de filha de Deus. Muitas pessoas enfermas não estão manifestando a verdadeira capacidade que possuem. Isso porque, reconhecendo que estão doentes, não manifestam a capacidade de cura que está latente em seu interior. Todas as pessoas possuem essa capacidade de cura. Mas ela não se manifesta, porque não a reconhecem, achando que inexiste. É o mesmo que ter dinheiro no bolso, mas, enquanto a pessoa pensa que não tem, não conseguirá usá-lo. Todas as pessoas já possuem inesgotável força vital. Por isso, temem a morte e buscam a vida infinita. Esta força infinita se manifesta à medida que a mente a reconhece. É comparável ao fato de a água sair da torneira de acordo com o diâmetro da sua abertura. Será que você pensa “Seria bom que a água saísse sem precisar abrir a torneira”? Se assim fosse, a água ficaria escorrendo ininterruptamente e seria um transtorno. Do mesmo modo, a nossa capacidade também não se manifesta aleatoriamente, a todo o momento. Pelo menos ela se manifesta quando nos conscientizamos da sua existência e pensamos em manifestá-la. Além disso, a capacidade do filho de Deus manifesta-se infinitamente no mundo fenomênico, de acordo com o nosso treinamento e adestramento. E esse adestramento continuará infinitamente nas inúmeras encarnações posteriores.
Autor:Seicho Taniguchi
A capacidade sempre se manifestaVocê nasceu para iluminar este mundo. Para realizar um trabalho que só você consegue elaborar e, assim, satisfazer os desejos de pessoas que ficam felizes por você existir. Talvez você diga “Tais pessoas não existem”, mas seus pais ficaram contentes só pelo fato de você ter nascido. Eles adquiriram força para viver só de observarem você dormindo serenamente. E seu marido ou sua mulher e filhos não se tranqüilizam e ficam felizes só de você retornar do trabalho? Quando você está ausente, seu chefe, seus amigos e colegas não se preocupam? Você é, afinal, uma pessoa indispensável. Tanto o relógio quanto a câmera fotográfica deixam de funcionar, só de faltar uma peça. De modo similar, mesmo uma pessoa dotada de pouca capacidade, está contribuindo para sustentar o todo. Na verdade, apenas parece que tem pouca capacidade. Dentro de todas as pessoas existe a mente que conhece o todo e que se preocupa com tudo. Portanto, essa mente está ligada ao todo, ou seja, é semelhante a Deus. Quando dizemos que você é filho de Deus, estamos referindo-nos a essa conscientização. No passado, Sakyamuni e Cristo intuíram isso, mas muitas pessoas não sabiam disso. Assim, pensaram equivocadamente que apenas pessoas especiais eram filhas de Deus, mas isso não é verdade, em absoluto. Por mais maravilhosa que seja a verdadeira natureza da pessoa, enquanto ela não reconhecer essa realidade, não conseguirá manifestar a capacidade própria de filha de Deus. Muitas pessoas enfermas não estão manifestando a verdadeira capacidade que possuem. Isso porque, reconhecendo que estão doentes, não manifestam a capacidade de cura que está latente em seu interior. Todas as pessoas possuem essa capacidade de cura. Mas ela não se manifesta, porque não a reconhecem, achando que inexiste. É o mesmo que ter dinheiro no bolso, mas, enquanto a pessoa pensa que não tem, não conseguirá usá-lo. Todas as pessoas já possuem inesgotável força vital. Por isso, temem a morte e buscam a vida infinita. Esta força infinita se manifesta à medida que a mente a reconhece. É comparável ao fato de a água sair da torneira de acordo com o diâmetro da sua abertura. Será que você pensa “Seria bom que a água saísse sem precisar abrir a torneira”? Se assim fosse, a água ficaria escorrendo ininterruptamente e seria um transtorno. Do mesmo modo, a nossa capacidade também não se manifesta aleatoriamente, a todo o momento. Pelo menos ela se manifesta quando nos conscientizamos da sua existência e pensamos em manifestá-la. Além disso, a capacidade do filho de Deus manifesta-se infinitamente no mundo fenomênico, de acordo com o nosso treinamento e adestramento. E esse adestramento continuará infinitamente nas inúmeras encarnações posteriores.
UNIVERSO
REPETIÇÕES E PROGRESSO
Autor:Seicho Taniguchi
Como é do conhecimento de todos, os planetas como a Terra, Mercúrio, Vênus, Saturno etc., ao mesmo tempo que giram em torno do Sol, realizam também o movimento de rotação numa determinada velocidade. E, mesmo somando todos esses planetas, não chegam à septuagésima parte da massa do Sol. Vendo por esse fato, percebe-se o quanto é gigantesco o poder que o Sol exerce sobre nós. O movimento de translação do globo terrestre determina as estações do ano: primavera, verão, outono e inverno. E o movimento de rotação determina o dia e a noite. Esses movimentos se repetem em determinado espaço de tempo, de modo extremamente ordenado. Conseqüentemente, após um ano, sempre chega o Ano Novo, e acontece o mesmo com as estações do ano. Ou seja, a nossa vida se desenvolve num ritmo de “repetições” em escala gigantesca.Assim, as pessoas costumam pensar que a vida é uma repetição dos mesmos fatos e que essa é a lei da Natureza. E têm a falsa impressão de que o melhor é continuar fazendo a mesma coisa que fizeram no ano que passou. Entretanto, será que este ano pode ser igual ao ano que passou? Não é possível haver progresso e crescimento?...É possível, com certeza, e é necessário que assim seja. Isso é renascer, e é o desejo ardente de todas as pessoas. Nunca nos satisfazemos em continuar vivendo sem qualquer mudança. Até o Sol, ou melhor, o sistema solar, é assim, porque o Sol, em si, não é estacionário, e sim dinâmico. O Sol faz o movimento de rotação e vai deslocando-se para uma direção do Universo, numa velocidade extraordinária. Parece-me que vai girando, tendo como centro um buraco negro, localizado na parte central do Sistema Galáctico, mas, seja como for, está voando, sob o efeito de uma lei, para uma determinada direção, numa velocidade ultra-rápida.Conseqüentemente, os planetas que giram ao redor do Sol também estão movimentando-se de modo complexo para uma determinada direção, e jamais retornam ao “mesmo lugar” do Universo. Em suma, o nosso globo terrestre parece estar repetindo os mesmos movimentos, mas não está. Ele avança impetuosamente para um novo espaço sideral, traçando uma órbita em espiral ou em curva senoidal.Conseqüentemente, nenhuma força pode deter esse progresso. Por mais que ordene “Siga a órbita anterior”, é inútil. Desse modo, os fenômenos se transformam e continuam progredindo infinitamente. Essa é a lei do Universo e, portanto, em nosso peito também se eleva a voz que busca o progresso infinito e que amadurece a conscientização de que o “fenômeno é inconstante”. Entretanto, se pensar equivocadamente que é correto tornar fixo o fenômeno e mantê-lo sempre no mesmo estado, isso será denominado jōken (N. da T.: idéia de que tudo que existe no mundo é perene), que é uma ilusão. E, se pensar que a mudança constante seja a Imagem Verdadeira, isso será uma ilusão denominada danken (N. da T.: idéia de que a morte é o fim de tudo). Tudo isso é uma ilusão na qual caem as pessoas que não compreenderam a distinção entre fenômeno e Imagem Verdadeira.
Revista Fonte de Luz - Julho / 2007
Autor:Seicho Taniguchi
Como é do conhecimento de todos, os planetas como a Terra, Mercúrio, Vênus, Saturno etc., ao mesmo tempo que giram em torno do Sol, realizam também o movimento de rotação numa determinada velocidade. E, mesmo somando todos esses planetas, não chegam à septuagésima parte da massa do Sol. Vendo por esse fato, percebe-se o quanto é gigantesco o poder que o Sol exerce sobre nós. O movimento de translação do globo terrestre determina as estações do ano: primavera, verão, outono e inverno. E o movimento de rotação determina o dia e a noite. Esses movimentos se repetem em determinado espaço de tempo, de modo extremamente ordenado. Conseqüentemente, após um ano, sempre chega o Ano Novo, e acontece o mesmo com as estações do ano. Ou seja, a nossa vida se desenvolve num ritmo de “repetições” em escala gigantesca.Assim, as pessoas costumam pensar que a vida é uma repetição dos mesmos fatos e que essa é a lei da Natureza. E têm a falsa impressão de que o melhor é continuar fazendo a mesma coisa que fizeram no ano que passou. Entretanto, será que este ano pode ser igual ao ano que passou? Não é possível haver progresso e crescimento?...É possível, com certeza, e é necessário que assim seja. Isso é renascer, e é o desejo ardente de todas as pessoas. Nunca nos satisfazemos em continuar vivendo sem qualquer mudança. Até o Sol, ou melhor, o sistema solar, é assim, porque o Sol, em si, não é estacionário, e sim dinâmico. O Sol faz o movimento de rotação e vai deslocando-se para uma direção do Universo, numa velocidade extraordinária. Parece-me que vai girando, tendo como centro um buraco negro, localizado na parte central do Sistema Galáctico, mas, seja como for, está voando, sob o efeito de uma lei, para uma determinada direção, numa velocidade ultra-rápida.Conseqüentemente, os planetas que giram ao redor do Sol também estão movimentando-se de modo complexo para uma determinada direção, e jamais retornam ao “mesmo lugar” do Universo. Em suma, o nosso globo terrestre parece estar repetindo os mesmos movimentos, mas não está. Ele avança impetuosamente para um novo espaço sideral, traçando uma órbita em espiral ou em curva senoidal.Conseqüentemente, nenhuma força pode deter esse progresso. Por mais que ordene “Siga a órbita anterior”, é inútil. Desse modo, os fenômenos se transformam e continuam progredindo infinitamente. Essa é a lei do Universo e, portanto, em nosso peito também se eleva a voz que busca o progresso infinito e que amadurece a conscientização de que o “fenômeno é inconstante”. Entretanto, se pensar equivocadamente que é correto tornar fixo o fenômeno e mantê-lo sempre no mesmo estado, isso será denominado jōken (N. da T.: idéia de que tudo que existe no mundo é perene), que é uma ilusão. E, se pensar que a mudança constante seja a Imagem Verdadeira, isso será uma ilusão denominada danken (N. da T.: idéia de que a morte é o fim de tudo). Tudo isso é uma ilusão na qual caem as pessoas que não compreenderam a distinção entre fenômeno e Imagem Verdadeira.
Revista Fonte de Luz - Julho / 2007
INDOLE
RECONHEÇAMOS A BOA ÍNDOLE
Autor:Seicho Taniguchi
Todas as pessoas possuem boa índole, porque qualquer pessoa pensa “Quero praticar o bem” e ninguém deseja praticar o mal. Mas, possuem também má índole? Há quem diga que sim, e por isso pensam, de vez em quando, em mandriar ou praticar um roubo. Entretanto, a pessoa reconhece que isso é um mal porque, na verdade, o ser humano possui originariamente uma boa índole, porque o bem é a natureza originária do ser humano. Se estiver manifestando um aspecto mau, isso não passa de simples aparência, uma imagem transitória. Por exemplo, certo homem roubou um peixe da peixaria. Por azar, foi descoberto, perseguido e preso. Ele sabe por que foi preso e reflete que praticou um delito. Acontece isso porque é boa a natureza verdadeira do homem.Entretanto, mesmo que um gato roube um peixe e fuja, não pensa: “Pratiquei um ato errado. Estou arrependido. Sou um gatuno”. Se, por acaso, ele for pego e o peixe apreendido, apenas foi derrotado na disputa da comida e, certamente, ele não guardará rancor do peixeiro nem o assombrará.Enfim, apenas o ser humano compreende o que é o bem e o que é o mal. Isso porque a natureza boa no interior do homem faz com que compreenda isso. Mas, se sua natureza fosse originariamente má, ele não conseguiria distinguir entre o bem e o mal. E, se simplesmente a natureza boa e a natureza má estivessem mescladas, talvez houvesse quem aspirasse ao mal dizendo: “Quero ser apenas mau, é um absurdo ser bom”. Mas, até hoje, nunca soube que existe pessoa assim.E há pessoas que são benquistas e admiradas por todos. Desse modo, as pessoas são todas boas pessoas. Se houvesse alguém que, apesar de ser uma pessoa má, é amada e benquista por todos, seria algo misterioso. Afinal, que parte dela seria benquista? Talvez digam que seria seu lado gentil, mas isto seria uma virtude dela, pois jamais alguém iria admirar os defeitos de outrem, como os de ser mentirosa e perversa. Portanto, a natureza originária do ser humano é o bem, e a esse fato diz-se “filho-de-Deus-homem”. Essa natureza originária existe, mas ainda se encontra oculta. A isso que encobre a natureza diz-se pecado. Quando isso se manifesta no corpo carnal, a saúde física fica encoberta e o corpo adoece. Entretanto, isso não passa de encobrimento da perfeição originária da Vida e, portanto, basta “descobri-la” que o estado originário — belo, bem e saudável — se revelará inesgotavelmente. E, para revelá-lo, é preciso primeiro reconhecer claramente a existência dele. Assim como a pessoa descoberta logo sai do esconderijo quando se brinca de esconde-esconde, ao retirar o encobrimento do bem e da saúde, eles se manifestarão infinitamente.
Revista Fonte de Luz - Julho / 2007
Autor:Seicho Taniguchi
Todas as pessoas possuem boa índole, porque qualquer pessoa pensa “Quero praticar o bem” e ninguém deseja praticar o mal. Mas, possuem também má índole? Há quem diga que sim, e por isso pensam, de vez em quando, em mandriar ou praticar um roubo. Entretanto, a pessoa reconhece que isso é um mal porque, na verdade, o ser humano possui originariamente uma boa índole, porque o bem é a natureza originária do ser humano. Se estiver manifestando um aspecto mau, isso não passa de simples aparência, uma imagem transitória. Por exemplo, certo homem roubou um peixe da peixaria. Por azar, foi descoberto, perseguido e preso. Ele sabe por que foi preso e reflete que praticou um delito. Acontece isso porque é boa a natureza verdadeira do homem.Entretanto, mesmo que um gato roube um peixe e fuja, não pensa: “Pratiquei um ato errado. Estou arrependido. Sou um gatuno”. Se, por acaso, ele for pego e o peixe apreendido, apenas foi derrotado na disputa da comida e, certamente, ele não guardará rancor do peixeiro nem o assombrará.Enfim, apenas o ser humano compreende o que é o bem e o que é o mal. Isso porque a natureza boa no interior do homem faz com que compreenda isso. Mas, se sua natureza fosse originariamente má, ele não conseguiria distinguir entre o bem e o mal. E, se simplesmente a natureza boa e a natureza má estivessem mescladas, talvez houvesse quem aspirasse ao mal dizendo: “Quero ser apenas mau, é um absurdo ser bom”. Mas, até hoje, nunca soube que existe pessoa assim.E há pessoas que são benquistas e admiradas por todos. Desse modo, as pessoas são todas boas pessoas. Se houvesse alguém que, apesar de ser uma pessoa má, é amada e benquista por todos, seria algo misterioso. Afinal, que parte dela seria benquista? Talvez digam que seria seu lado gentil, mas isto seria uma virtude dela, pois jamais alguém iria admirar os defeitos de outrem, como os de ser mentirosa e perversa. Portanto, a natureza originária do ser humano é o bem, e a esse fato diz-se “filho-de-Deus-homem”. Essa natureza originária existe, mas ainda se encontra oculta. A isso que encobre a natureza diz-se pecado. Quando isso se manifesta no corpo carnal, a saúde física fica encoberta e o corpo adoece. Entretanto, isso não passa de encobrimento da perfeição originária da Vida e, portanto, basta “descobri-la” que o estado originário — belo, bem e saudável — se revelará inesgotavelmente. E, para revelá-lo, é preciso primeiro reconhecer claramente a existência dele. Assim como a pessoa descoberta logo sai do esconderijo quando se brinca de esconde-esconde, ao retirar o encobrimento do bem e da saúde, eles se manifestarão infinitamente.
Revista Fonte de Luz - Julho / 2007
CORRIGIR-SE
OPORTUNIDADE DE CORRIGIR-SE
Autor:Seicho Taniguchi
Com qual objetivo as pessoas nascem neste mundo? Se o(a) leitor(a) responder que não tem nenhum objetivo, que apenas nasceu por acaso, que é uma ameba que evoluiu, gostaria que me dissesse o motivo que o(a) levou a pensar desse modo. Para que o homem tenha um determinado pensamento, é necessário que haja um fundamento teórico. Por exemplo, conclui-se que um tufão se aproximará de Okinawa às tantas horas de amanhã, porque no momento ele está a tantos graus e tantos minutos de latitude norte, tantos graus e tantos minutos de longitude leste, está dirigindo-se para tal direção, o vento sopra de tal maneira e, portanto, provavelmente se aproximará de Okinawa às tantas horas de amanhã. Será que o homem “desembarca” no globo terrestre conduzido pela corrente da Natureza, como ocorre com os tufões? Então, ninguém se preocuparia, mesmo que o homem deixasse este globo terrestre e desaparecesse? Se isso fosse verdade, não haveria necessidade de se preocupar que os homens matassem, roubassem ou enganassem uns aos outros, pois nada mais seriam que acontecimentos naturais, e assim desapareceriam os valores éticos e morais.Se esses acontecimentos eventuais fossem a vida em si, esta vida seria igual à da época em que na superfície terrestre não existia vida. Portanto, não seria uma vida, mas simples fluir das coisas. Mas nós desejamos encontrar valor em algum lugar e desejamos levar uma vida que tenha valor. Tanto para criar a arte quanto para realizar atividades políticas e econômicas, todos se esforçam diligentemente, buscando elevados valores. Quando pensamos no sentimento de todos, devemos considerar que buscamos isso porque em algum lugar existe algo de valor. E esse algo não desaparece imediatamente tal qual uma bolha, mas é algo de valor eterno e indestrutível. Justamente por existir isso é que as pessoas o buscam. Não seria natural pensar que as pessoas nasceram na superfície terrestre para alcançar esse valor?Mas é possível que, mesmo que o ser humano tenha surgido na superfície terrestre, nada de valor tenha encontrado aqui. Mas em algum lugar há. Assim, a humanidade veio buscando até hoje a ilha do tesouro e o mundo ideal. Mas, naturalmente, devemos transcender este mundo das três dimensões, chamado globo terrestre, e apontar a lança da busca em direção ao Mundo da Realidade, supradimensional. Ou seja, como este mundo terrestre nada mais é que um mundo de sombra tridimensional, buscamos a valiosa eternidade no mundo substancial, de infinitas dimensões. Se, em vez de fazermos isso, ficarmos para sempre grudados no mundo da sombra da superfície terrestre, buscando valores e desejando riquezas materiais, honras e falsas reputações, não conseguiremos alcançar nem mesmo um valor que poderíamos obter. Já está na hora de a humanidade se conscientizar de que este globo terrestre é um mundo da projeção, e que aqui não existem valores eternos. E, conscientizando-se de que isso existe naturalmente apenas no Reino de Deus de infinitas dimensões, está na hora de efetuar a conversão da mente para esse lado.Revista Fonte de Luz - Julho / 2007
Autor:Seicho Taniguchi
Com qual objetivo as pessoas nascem neste mundo? Se o(a) leitor(a) responder que não tem nenhum objetivo, que apenas nasceu por acaso, que é uma ameba que evoluiu, gostaria que me dissesse o motivo que o(a) levou a pensar desse modo. Para que o homem tenha um determinado pensamento, é necessário que haja um fundamento teórico. Por exemplo, conclui-se que um tufão se aproximará de Okinawa às tantas horas de amanhã, porque no momento ele está a tantos graus e tantos minutos de latitude norte, tantos graus e tantos minutos de longitude leste, está dirigindo-se para tal direção, o vento sopra de tal maneira e, portanto, provavelmente se aproximará de Okinawa às tantas horas de amanhã. Será que o homem “desembarca” no globo terrestre conduzido pela corrente da Natureza, como ocorre com os tufões? Então, ninguém se preocuparia, mesmo que o homem deixasse este globo terrestre e desaparecesse? Se isso fosse verdade, não haveria necessidade de se preocupar que os homens matassem, roubassem ou enganassem uns aos outros, pois nada mais seriam que acontecimentos naturais, e assim desapareceriam os valores éticos e morais.Se esses acontecimentos eventuais fossem a vida em si, esta vida seria igual à da época em que na superfície terrestre não existia vida. Portanto, não seria uma vida, mas simples fluir das coisas. Mas nós desejamos encontrar valor em algum lugar e desejamos levar uma vida que tenha valor. Tanto para criar a arte quanto para realizar atividades políticas e econômicas, todos se esforçam diligentemente, buscando elevados valores. Quando pensamos no sentimento de todos, devemos considerar que buscamos isso porque em algum lugar existe algo de valor. E esse algo não desaparece imediatamente tal qual uma bolha, mas é algo de valor eterno e indestrutível. Justamente por existir isso é que as pessoas o buscam. Não seria natural pensar que as pessoas nasceram na superfície terrestre para alcançar esse valor?Mas é possível que, mesmo que o ser humano tenha surgido na superfície terrestre, nada de valor tenha encontrado aqui. Mas em algum lugar há. Assim, a humanidade veio buscando até hoje a ilha do tesouro e o mundo ideal. Mas, naturalmente, devemos transcender este mundo das três dimensões, chamado globo terrestre, e apontar a lança da busca em direção ao Mundo da Realidade, supradimensional. Ou seja, como este mundo terrestre nada mais é que um mundo de sombra tridimensional, buscamos a valiosa eternidade no mundo substancial, de infinitas dimensões. Se, em vez de fazermos isso, ficarmos para sempre grudados no mundo da sombra da superfície terrestre, buscando valores e desejando riquezas materiais, honras e falsas reputações, não conseguiremos alcançar nem mesmo um valor que poderíamos obter. Já está na hora de a humanidade se conscientizar de que este globo terrestre é um mundo da projeção, e que aqui não existem valores eternos. E, conscientizando-se de que isso existe naturalmente apenas no Reino de Deus de infinitas dimensões, está na hora de efetuar a conversão da mente para esse lado.Revista Fonte de Luz - Julho / 2007
FORUM
SEICHO-NO-IE PARTICIPA DO 1º FÓRUM MUNDIAL
Autor:Jornal Circulo de Harmonia 2/5/2007
A SEICHO-NO-IE DO BRASIL participou do 1o Fórum Espiritual Mundial, de 6 a 10 de dezembro de 2006, realizado no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, DF. O encontro foi marcado pela harmonia e por um perfeito entendimento entre todos os representantes dos diversos segmentos da sociedade e das tradições religiosas. A Seicho-No-Ie participou do painel “Coerência entre a vida espiritual e uma organização social justa”, juntamente com representantes da Igreja Anglicana, Ordem Rosacruz e Sociedade Teosófica. A palestra da Seicho-No-Ie coube ao Superintendente das Atividades dos Preletores da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, preletor da Sede Internacional Olímpio Kitahara, que informou aos participantes que o fundador da Seicho-No-Ie, prof. Masaharu Taniguchi, entende que todas as religiões deste mundo fazem o papel da luz que ilumina o coração dos homens, constituindo-se assim em luzeiros da vida humana. Explicou também que através do Movimento Internacional da Paz pela Fé, a Seicho-No-Ie tem na Paz Mundial a sua prioridade, cujo objetivo deve ser atingido pela correta fé em Deus absoluto e único. Além da atividade plenária, houve atividades paralelas ao Fórum, sendo programado um horário para Explicação e Prática da Oração Mútua, que foi muito concorrida, lotando a Sala de Oração do Centro de Convenções. Os participantes que na sua grande maioria não conhecia a Seicho-No-Ie ficaram encantados com a prática. Durante o evento de cinco dias, preletores e líderes da Regional DF-BRASÍLIA se revezaram para assistir aos painéis de interesse, além de divulgarem revistas aos participantes. NO ÚLTIMO DIA, TRANSCORREU UM ATO INTER-RELIGIOSO COM TODOS OS REPRESENTANTES PRESENTES, EM QUE FOI FEITA UMA ORAÇÃO EM CONJUNTO, ORANDO PELA PAZ E CONFRATERNIZANDO-SE MUTUAMENTE. O ATO EMOCIONOU A TODOS, PRINCIPALMENTE NO FINAL, QUANDO TODOS OS REPRESENTANTES SE ABRAÇARAM NUM SÓ CÍRCULO NO CENTRO DO PALCO. O evento foi uma iniciativa de três entidades, a União Planetária, a URI – Iniciativa das Religiões Unidas e a UNIPAZ – Universidade da Paz, e, ao final, emitiu uma Carta de Brasília, resumindo a intenção dos parceiros e das entidades promotoras com relação a esse evento. O Fórum Espiritual Mundial tem como objetivo criar um espaço para reflexão, discussão e interação de conhecimentos e informações adquiridos pelas expressões da espiritualidade, da cultura, da educação, da ciência, da sociedade e das artes. Acolhendo e aceitando a diversidade como elemento valioso na busca da construção e do apoio a propostas com base na sabedoria espiritual e na promoção da cultura da paz, espera-se que esse evento venha trazer reais contribuições para a concretização de uma sociedade mais justa e solidária. A Seicho-No-Ie, que prega a identidade de todas as religiões na sua essência, entende que o 1o Fórum Espiritual Mundial atingiu plenamente o seu objetivo e proporcionou um espaço importante para o entendimento, o congraçamento e o trabalho harmônico de todos os segmentos religiosos. Somente num país maravilhoso como o Brasil, onde vivem em harmonia pessoas de todas as raças e credos, haveria um clima favorável para a instalação de um fórum como esse, que com certeza será decisivo na construção do paraíso edênico na face da Terra.
(Colaboração do preletor da Sede Internacional Olímpio Kitahara, Superintendente das Atividades dos Preletores da SEICHO-NO-IE DO BRASIL)Circulo de Harmonia - Maio / 2007
Autor:Jornal Circulo de Harmonia 2/5/2007
A SEICHO-NO-IE DO BRASIL participou do 1o Fórum Espiritual Mundial, de 6 a 10 de dezembro de 2006, realizado no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, DF. O encontro foi marcado pela harmonia e por um perfeito entendimento entre todos os representantes dos diversos segmentos da sociedade e das tradições religiosas. A Seicho-No-Ie participou do painel “Coerência entre a vida espiritual e uma organização social justa”, juntamente com representantes da Igreja Anglicana, Ordem Rosacruz e Sociedade Teosófica. A palestra da Seicho-No-Ie coube ao Superintendente das Atividades dos Preletores da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, preletor da Sede Internacional Olímpio Kitahara, que informou aos participantes que o fundador da Seicho-No-Ie, prof. Masaharu Taniguchi, entende que todas as religiões deste mundo fazem o papel da luz que ilumina o coração dos homens, constituindo-se assim em luzeiros da vida humana. Explicou também que através do Movimento Internacional da Paz pela Fé, a Seicho-No-Ie tem na Paz Mundial a sua prioridade, cujo objetivo deve ser atingido pela correta fé em Deus absoluto e único. Além da atividade plenária, houve atividades paralelas ao Fórum, sendo programado um horário para Explicação e Prática da Oração Mútua, que foi muito concorrida, lotando a Sala de Oração do Centro de Convenções. Os participantes que na sua grande maioria não conhecia a Seicho-No-Ie ficaram encantados com a prática. Durante o evento de cinco dias, preletores e líderes da Regional DF-BRASÍLIA se revezaram para assistir aos painéis de interesse, além de divulgarem revistas aos participantes. NO ÚLTIMO DIA, TRANSCORREU UM ATO INTER-RELIGIOSO COM TODOS OS REPRESENTANTES PRESENTES, EM QUE FOI FEITA UMA ORAÇÃO EM CONJUNTO, ORANDO PELA PAZ E CONFRATERNIZANDO-SE MUTUAMENTE. O ATO EMOCIONOU A TODOS, PRINCIPALMENTE NO FINAL, QUANDO TODOS OS REPRESENTANTES SE ABRAÇARAM NUM SÓ CÍRCULO NO CENTRO DO PALCO. O evento foi uma iniciativa de três entidades, a União Planetária, a URI – Iniciativa das Religiões Unidas e a UNIPAZ – Universidade da Paz, e, ao final, emitiu uma Carta de Brasília, resumindo a intenção dos parceiros e das entidades promotoras com relação a esse evento. O Fórum Espiritual Mundial tem como objetivo criar um espaço para reflexão, discussão e interação de conhecimentos e informações adquiridos pelas expressões da espiritualidade, da cultura, da educação, da ciência, da sociedade e das artes. Acolhendo e aceitando a diversidade como elemento valioso na busca da construção e do apoio a propostas com base na sabedoria espiritual e na promoção da cultura da paz, espera-se que esse evento venha trazer reais contribuições para a concretização de uma sociedade mais justa e solidária. A Seicho-No-Ie, que prega a identidade de todas as religiões na sua essência, entende que o 1o Fórum Espiritual Mundial atingiu plenamente o seu objetivo e proporcionou um espaço importante para o entendimento, o congraçamento e o trabalho harmônico de todos os segmentos religiosos. Somente num país maravilhoso como o Brasil, onde vivem em harmonia pessoas de todas as raças e credos, haveria um clima favorável para a instalação de um fórum como esse, que com certeza será decisivo na construção do paraíso edênico na face da Terra.
(Colaboração do preletor da Sede Internacional Olímpio Kitahara, Superintendente das Atividades dos Preletores da SEICHO-NO-IE DO BRASIL)Circulo de Harmonia - Maio / 2007
PELA PAZ
PELA PAZ MUNDIAL
Vamos todos participar da Corrente de Oração pela Paz MundialAutor:Círculo de Harmonia 1/8/2007A Seicho-No-Ie do Brasil, com coordenação da Superintendência das Atividades dos Preletores, está organizando a “Corrente de Oração pela Paz Mundial”.
Vejamos o que o prof. Masaharu Taniguchi escreve em seu livro Meditando sobre a Vida, na página 40, sobre a importância benéfica da meditação coletiva para anular as vibrações mentais nocivas lançadas no Universo:“Você sabe o que acontece com as vibrações mentais ruins, tais como a ira, o ódio, a hostilidade, o rancor, o ressentimento etc., que às vezes a sua mente emite? Essas vibrações mentais destrutivas, em vez de se desfazer, vão se espalhando em várias direções do Universo, do mesmo modo que os vapores d’água não desaparecem e se espalham pela atmosfera. A força da mente é uma espécie de energia. E, de acordo com o princípio da conservação da energia (segundo o qual a energia não pode ser destruída, mas sim transformada), as vibrações mentais não se apagam e, temporariamente, espalham-se em várias direções. Assim, as vibrações mentais de ira, ódio, despeito, hostilidade, maldição etc., emitidas pelas pessoas, espalham-se por toda parte do mundo, assim como os vapores d’água sobem da superfície da Terra e se espalham pela atmosfera. E, do mesmo modo que os vapores d’água espalhados na atmosfera, ao alcançarem determinada altitude, juntam-se, condensam-se e formam nuvens, as vibrações mentais nocivas, hostis e destrutivas acabam agrupando-se por afinidade e tornam-se um perigo para a humanidade. (...) “Para evitar tal catástrofe, é preciso neutralizar e afastar essas ‘nuvens’ destrutivas, e o melhor meio para conseguir isso é esforçarmo-nos ao máximo para cultivar o amor, que é o sentimento oposto ao ódio, à hostilidade, à ira, ao rancor e a outros de natureza destrutiva. Para isso, recomendo aos adeptos da Seicho-No-Ie estabelecerem um horário e reunirem-se para efetuar uma mentalização conjunta em prol do bem-estar da humanidade (como colocado a seguir). Desejo que todos os adeptos da Seicho-No-Ie façam essa mentalização todos os dias, pela manhã e à noite, ao final da Meditação Shinsokan. Desejo também que mesmo as pessoas que não são adeptas da Seicho-No-Ie e que são devotas de outras religiões mentalizem as palavras citadas a seguir durante cerca de cinco minutos ao final de suas orações ou práticas meditativas que realizam todos os dias”.Em vista disso, nós, adeptos do Pensamento Iluminador, vimos propor o seguinte:Independentemente da sua opção religiosa ou filosófica, gostaríamos de convidar você a participar desta corrente que visa neutralizar todas as vibrações negativas que pairam sobre a Terra e propormo-nos a realização de uma Oração Conjunta de Amor à Humanidade.Para participar, basta que, independentemente do local onde esteja, todos os dias, no horário das 18 horas (6 da tarde), realize por alguns instantes as seguintes orações:“O Amor de Deus preenche toda a face da Terra e desfaz todos os sentimentos contrários ao amor. Todos os povos do mundo são vivificados pelo Amor de Deus e amam-se uns aos outros. A partir deste momento, não haverá mais vibrações destrutivas como a ira, o ódio, o rancor e a hostilidade”.“O infinito Amor de Deus flui para o meu interior e em mim resplandece a luz espiritual do amor. Esta luz se intensifica, cobre toda a face da Terra e preenche o coração de todas as pessoas com espírito de Amor, Paz, Ordem e Convergência para o Centro”.Círculo de Harmonia
Vamos todos participar da Corrente de Oração pela Paz MundialAutor:Círculo de Harmonia 1/8/2007A Seicho-No-Ie do Brasil, com coordenação da Superintendência das Atividades dos Preletores, está organizando a “Corrente de Oração pela Paz Mundial”.
Vejamos o que o prof. Masaharu Taniguchi escreve em seu livro Meditando sobre a Vida, na página 40, sobre a importância benéfica da meditação coletiva para anular as vibrações mentais nocivas lançadas no Universo:“Você sabe o que acontece com as vibrações mentais ruins, tais como a ira, o ódio, a hostilidade, o rancor, o ressentimento etc., que às vezes a sua mente emite? Essas vibrações mentais destrutivas, em vez de se desfazer, vão se espalhando em várias direções do Universo, do mesmo modo que os vapores d’água não desaparecem e se espalham pela atmosfera. A força da mente é uma espécie de energia. E, de acordo com o princípio da conservação da energia (segundo o qual a energia não pode ser destruída, mas sim transformada), as vibrações mentais não se apagam e, temporariamente, espalham-se em várias direções. Assim, as vibrações mentais de ira, ódio, despeito, hostilidade, maldição etc., emitidas pelas pessoas, espalham-se por toda parte do mundo, assim como os vapores d’água sobem da superfície da Terra e se espalham pela atmosfera. E, do mesmo modo que os vapores d’água espalhados na atmosfera, ao alcançarem determinada altitude, juntam-se, condensam-se e formam nuvens, as vibrações mentais nocivas, hostis e destrutivas acabam agrupando-se por afinidade e tornam-se um perigo para a humanidade. (...) “Para evitar tal catástrofe, é preciso neutralizar e afastar essas ‘nuvens’ destrutivas, e o melhor meio para conseguir isso é esforçarmo-nos ao máximo para cultivar o amor, que é o sentimento oposto ao ódio, à hostilidade, à ira, ao rancor e a outros de natureza destrutiva. Para isso, recomendo aos adeptos da Seicho-No-Ie estabelecerem um horário e reunirem-se para efetuar uma mentalização conjunta em prol do bem-estar da humanidade (como colocado a seguir). Desejo que todos os adeptos da Seicho-No-Ie façam essa mentalização todos os dias, pela manhã e à noite, ao final da Meditação Shinsokan. Desejo também que mesmo as pessoas que não são adeptas da Seicho-No-Ie e que são devotas de outras religiões mentalizem as palavras citadas a seguir durante cerca de cinco minutos ao final de suas orações ou práticas meditativas que realizam todos os dias”.Em vista disso, nós, adeptos do Pensamento Iluminador, vimos propor o seguinte:Independentemente da sua opção religiosa ou filosófica, gostaríamos de convidar você a participar desta corrente que visa neutralizar todas as vibrações negativas que pairam sobre a Terra e propormo-nos a realização de uma Oração Conjunta de Amor à Humanidade.Para participar, basta que, independentemente do local onde esteja, todos os dias, no horário das 18 horas (6 da tarde), realize por alguns instantes as seguintes orações:“O Amor de Deus preenche toda a face da Terra e desfaz todos os sentimentos contrários ao amor. Todos os povos do mundo são vivificados pelo Amor de Deus e amam-se uns aos outros. A partir deste momento, não haverá mais vibrações destrutivas como a ira, o ódio, o rancor e a hostilidade”.“O infinito Amor de Deus flui para o meu interior e em mim resplandece a luz espiritual do amor. Esta luz se intensifica, cobre toda a face da Terra e preenche o coração de todas as pessoas com espírito de Amor, Paz, Ordem e Convergência para o Centro”.Círculo de Harmonia
EDUCADORES
Profissionais da Educação
Autoridade x Autoritarismo
Autor: Departamento de Educadores
É preciso que seus educandos acreditem que ele é uma pessoa compreensiva, amorosa e respeitável.Estudando o volume 14, item 11, da coleção A Verdade da Vida, verifica-se que os atos educativos mais prejudiciais à boa educação são os autoritários:Repreensão excessiva – a repreensão grava duplamente o mal na mente da criança e provoca nela o desejo de repetir o mesmo mal.Impor-se pelo temor – a criança pode deixar de praticar o mal pelo temor de ser repreendida – mas interiormente ela está gravando em sua mente um duplo mal: o desejo de praticá-lo e o temor.Violência e punição – crianças que sofrem violência e punição quando desobedecem a seus superiores, tendem a ser adultos opressores de seus subordinados.Coação – quando é coagida a fazer algo, a criança se rebela e perde o interesse por aquilo que está sendo forçada a fazer. No caso dos estudos, por exemplo, passa a detestá-los.Educando com autoridadeEm primeiro lugar, o educador precisa conscientizar-se de que, no interior de uma criança, assim como de todos os seres, existe a natureza divina, a essência perfeita. A criança é capaz de raciocinar e de entender tudo o que lhe é explicado, quando é orientada com amor. O educador que tem autoridade, que pretende formar cidadãos éticos e realizados, deve, de acordo com a Educação da Vida, proceder da seguinte maneira:Recorrer à lógica – explicar pacientemente à criança o porquê das coisas – faz com que ela ouça e facilite a sua compreensão e aprenda a explicação lógica – isso desenvolve em sua mente a capacidade de raciocínio e dedução. Entretanto, muitos pais recorrem à violência, não porque não amam seus filhos, mas porque pensam que eles não conseguem entender a lógica. Se explicar pacientemente porque devem agir de determinada forma, com certeza eles entenderão.Dar ao educando a liberdade de se expressar – Ouvir. É necessário ouvir atentamente o que ele tem a dizer, dando-lhe a liberdade de se expressar à sua maneira. Resolver a questão em conjunto. Isso favorece o bom relacionamento entre ambos.Orientar o pensamento e a vitalidade da criança – é dever do educador orientar os atos dos educandos para a direção correta. “Entre os desejos da criança estão misturadas ‘ervas daninhas’ que, se não forem removidas, dificultarão o desenvolvimento das qualidades que poderão dar belas flores e bons frutos. (...) Distinguir bem entre o que deve ser desenvolvido e o que deve ser removido, e desenvolver somente as boas qualidades”.Habituar a criança a praticar bons atos – orientá-la a criar bons hábitos e realizar boas ações. Também com relação aos jovens, é necessário chamar a atenção deles para as necessidades das pessoas ao seu redor.Respeitar a individualidade da criança – “Certamente a individualidade da criança deve ser respeitada, mas isso não significa que se deva permitir-lhe fazer indiscriminadamente tudo que quiser.” Hoje em dia, com o argumento de que se deve preservar a individualidade ou promover a auto-estima do educando, muitos educadores permitem-lhes praticar atos que prejudicam a harmonia do ambiente. Para formar cidadãos éticos, é necessário que eles compreendam que não podem fazer coisas que tragam malefícios aos outros em favor de seus próprios caprichos e interesses.Ensinar a ser humilde – com humildade, o adulto não deve sustentar teimosamente seu argumento falho. “Quando um adulto se ajoelha diante da Verdade, a criança compreende que ela também deve ser humilde perante a Verdade.” Ela perceberá claramente isso e irá habituando-se a não insistir nos erros. “Não deve ficar a impressão de que a criança convenceu o adulto. Essa humildade não significa a derrota do adulto ante o argumento da criança, e sim o exemplo de como é bom o ser humano, inclusive o adulto, curvar-se humildemente diante da Verdade. Isso é muito importante para o desenvolvimento sadio da natureza humana.”O bem se origina do livre fluxo da energia vital“Não se deve coagir a criança a fazer algo. Não se deve coagir ninguém. No mundo sob coação, tudo parece correr em perfeita ordem, mas o que ali existe é unicamente um movimento mecânico. Ali não existe nenhuma boa ação. O bem se origina unicamente do livre fluxo da energia vital. O ser humano possui o dom de praticar espontaneamente o bem quando sua energia vital flui livre e descontraidamente. Por conseguinte, não se deve empregar métodos coativos, mesmo para conduzir o caráter e os desejos da criança para a direção certa."
SEICHO-NO-IE DO BRASIL
Departamento de Educadores
Bibliografia: TANIGUCHI, Masaharu,
A Verdade da Vida, vol. 14 - item 11, pp. 187-192
Vamos praticar !!!Este mês, vamos nos esforçar e praticar integralmente a Educação da Vida, dedicando mais tempo aos nossos educandos, procurando fazer com que eles atendam às nossas solicitações, dirigindo-nos a eles com tom de voz amável, recorrendo à lógica, respeitando suas individualidades e habituando-os a praticar o bem espontaneamente.
Departamento de Educadores
Autoridade x Autoritarismo
Autor: Departamento de Educadores
É preciso que seus educandos acreditem que ele é uma pessoa compreensiva, amorosa e respeitável.Estudando o volume 14, item 11, da coleção A Verdade da Vida, verifica-se que os atos educativos mais prejudiciais à boa educação são os autoritários:Repreensão excessiva – a repreensão grava duplamente o mal na mente da criança e provoca nela o desejo de repetir o mesmo mal.Impor-se pelo temor – a criança pode deixar de praticar o mal pelo temor de ser repreendida – mas interiormente ela está gravando em sua mente um duplo mal: o desejo de praticá-lo e o temor.Violência e punição – crianças que sofrem violência e punição quando desobedecem a seus superiores, tendem a ser adultos opressores de seus subordinados.Coação – quando é coagida a fazer algo, a criança se rebela e perde o interesse por aquilo que está sendo forçada a fazer. No caso dos estudos, por exemplo, passa a detestá-los.Educando com autoridadeEm primeiro lugar, o educador precisa conscientizar-se de que, no interior de uma criança, assim como de todos os seres, existe a natureza divina, a essência perfeita. A criança é capaz de raciocinar e de entender tudo o que lhe é explicado, quando é orientada com amor. O educador que tem autoridade, que pretende formar cidadãos éticos e realizados, deve, de acordo com a Educação da Vida, proceder da seguinte maneira:Recorrer à lógica – explicar pacientemente à criança o porquê das coisas – faz com que ela ouça e facilite a sua compreensão e aprenda a explicação lógica – isso desenvolve em sua mente a capacidade de raciocínio e dedução. Entretanto, muitos pais recorrem à violência, não porque não amam seus filhos, mas porque pensam que eles não conseguem entender a lógica. Se explicar pacientemente porque devem agir de determinada forma, com certeza eles entenderão.Dar ao educando a liberdade de se expressar – Ouvir. É necessário ouvir atentamente o que ele tem a dizer, dando-lhe a liberdade de se expressar à sua maneira. Resolver a questão em conjunto. Isso favorece o bom relacionamento entre ambos.Orientar o pensamento e a vitalidade da criança – é dever do educador orientar os atos dos educandos para a direção correta. “Entre os desejos da criança estão misturadas ‘ervas daninhas’ que, se não forem removidas, dificultarão o desenvolvimento das qualidades que poderão dar belas flores e bons frutos. (...) Distinguir bem entre o que deve ser desenvolvido e o que deve ser removido, e desenvolver somente as boas qualidades”.Habituar a criança a praticar bons atos – orientá-la a criar bons hábitos e realizar boas ações. Também com relação aos jovens, é necessário chamar a atenção deles para as necessidades das pessoas ao seu redor.Respeitar a individualidade da criança – “Certamente a individualidade da criança deve ser respeitada, mas isso não significa que se deva permitir-lhe fazer indiscriminadamente tudo que quiser.” Hoje em dia, com o argumento de que se deve preservar a individualidade ou promover a auto-estima do educando, muitos educadores permitem-lhes praticar atos que prejudicam a harmonia do ambiente. Para formar cidadãos éticos, é necessário que eles compreendam que não podem fazer coisas que tragam malefícios aos outros em favor de seus próprios caprichos e interesses.Ensinar a ser humilde – com humildade, o adulto não deve sustentar teimosamente seu argumento falho. “Quando um adulto se ajoelha diante da Verdade, a criança compreende que ela também deve ser humilde perante a Verdade.” Ela perceberá claramente isso e irá habituando-se a não insistir nos erros. “Não deve ficar a impressão de que a criança convenceu o adulto. Essa humildade não significa a derrota do adulto ante o argumento da criança, e sim o exemplo de como é bom o ser humano, inclusive o adulto, curvar-se humildemente diante da Verdade. Isso é muito importante para o desenvolvimento sadio da natureza humana.”O bem se origina do livre fluxo da energia vital“Não se deve coagir a criança a fazer algo. Não se deve coagir ninguém. No mundo sob coação, tudo parece correr em perfeita ordem, mas o que ali existe é unicamente um movimento mecânico. Ali não existe nenhuma boa ação. O bem se origina unicamente do livre fluxo da energia vital. O ser humano possui o dom de praticar espontaneamente o bem quando sua energia vital flui livre e descontraidamente. Por conseguinte, não se deve empregar métodos coativos, mesmo para conduzir o caráter e os desejos da criança para a direção certa."
SEICHO-NO-IE DO BRASIL
Departamento de Educadores
Bibliografia: TANIGUCHI, Masaharu,
A Verdade da Vida, vol. 14 - item 11, pp. 187-192
Vamos praticar !!!Este mês, vamos nos esforçar e praticar integralmente a Educação da Vida, dedicando mais tempo aos nossos educandos, procurando fazer com que eles atendam às nossas solicitações, dirigindo-nos a eles com tom de voz amável, recorrendo à lógica, respeitando suas individualidades e habituando-os a praticar o bem espontaneamente.
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